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POLITÍCA NACIONAL

Comissão da Câmara ouve ministra Marina Silva sobre impacto das queimadas na produção agropecuária

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados recebe, nesta quarta-feira (16), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

A audiência pública será às 11 horas, no plenário 6. O debate atende a pedido dos deputados Evair Vieira de Melo (PP-ES) e Rodolfo Nogueira (PL-MS).

Vieira de Melo espera que Marina Silva preste esclarecimentos sobre o aumento dos índices de queimadas no país e suas consequências na produção agropecuária. Ele lembrou que o Brasil sofreu com uma onda de queimada sem precedentes e sucessivos alertas sobre condições climáticas favoráveis à propagação do fogo, como o tempo seco e quente e ventos intensos.

Ele destaca que a situação provocou consequências graves, incluindo mortes, suspensão de aulas e bloqueios de estradas pelo fogo fora de controle.

O deputado Rodolfo Nogueira acrescenta que os impactos dessa situação sobre a agropecuária são profundos e multifacetados. “A destruição de vastas áreas de produção agrícola compromete diretamente a produtividade. Estima-se que mais de 59 mil hectares  tenham sido devastados, acarretando prejuízos superiores a R$ 2 bilhões.”

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Segundo o parlamentar, a queda na produção agrícola resultante dos incêndios compromete a balança comercial, gerando insegurança em um setor vital para a economia nacional. “Empresas de grande porte, relataram perdas substanciais, o que revela a magnitude do impacto no planejamento industrial e na eficiência produtiva.”

Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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