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Câmara aprova projeto que transforma cargos do STJ

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (22) projeto de lei do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que transforma cargos vagos de técnico judiciário em cargos de analista judiciário. O texto será enviado ao Senado.

O Projeto de Lei 4303/24 foi aprovado com um substitutivo do relator, deputado Domingos Neto (PSD-CE). Segundo o texto, serão transformados, sem aumento de despesa, 104 cargos de técnico em 63 cargos de analista para provimento na própria corte.

O tribunal argumenta que a mudança afeta apenas 3,77% do total de sua força de trabalho e, por não resultar em aumento de despesa, não precisa de parecer prévio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Além disso, o projeto autoriza o presidente do STJ a transformar os cargos remanescentes de técnico judiciário que venham a vagar em cargos de analista judiciário, observada essa mesma proporção, desde que não implique aumento de despesa.

Nesse ponto, o texto do relator especificou melhor a abrangência dessa permissão, que é aproveitar concurso público para analista judiciário no STJ, com vigência até dezembro de 2026.

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Assim, considerando-se a proporção citada, poderão ser transformados até 150 cargos de técnico que venham a vagar por aposentadoria em cargos de analista até 31 de dezembro de 2026, sem aumento de despesas.

Complexidade das atividades
O relator, deputado Domingos Neto, afirmou que a proposta reconhece um fenômeno “concreto e irreversível”, o aumento da complexidade das atividades no STJ. “No setor de tecnologia da informação, por exemplo, a natureza do trabalho passou a exigir conhecimentos técnicos especializados, muitas vezes só disponíveis entre profissionais com formação superior”, disse.

A mesma lógica está presente na área jurídica, segundo Domingos Neto, com a demanda social por decisões mais rápidas e fundamentadas, o que torna indispensável a presença de servidores com formação própria. “A proposta atende simultaneamente a três pilares essenciais: racionalidade administrativa, economicidade e valorização da força de trabalho”, afirmou o deputado.

Domingos Neto ressaltou que a proposta representará uma economia de mais de R$ 74 mil ao ano.

Debate em Plenário
No debate em Plenário, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) reforçou que o projeto apenas remaneja cargos do próprio tribunal e não aumenta despesa.

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Para o deputado Gilson Marques (Novo-SC), no entanto, o projeto mantém cargos que poderiam ser extintos e produzirá impactos financeiros futuros. “Não existe impacto agora, mas todas as vantagens desse cargo no futuro terão impacto maior”, afirmou.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

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Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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