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POLITÍCA NACIONAL

CAE quer saber sobre empréstimos nacionais feitos por estados e municípios

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) vai apresentar um projeto de resolução para que estados, Distrito Federal e municípios comuniquem ao Senado todos os pedidos de empréstimos que fizerem com instituições nacionais. A sugestão foi apresentada pelo presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL) e aceita pelos demais membros nesta terça-feira (8).

— Hoje, a CAE é informada apenas sobre o endividamento externo, e ela delibera sobre isso. Só que, não havendo a informação sobre o endividamento interno, fica comprometida a avaliação do endividamento externo, porque não levamos isso nunca em consideração — explicou Renan.

Segundo a proposta, esses empréstimos não vão precisar da aprovação da CAE, mas devem ser apresentados à comissão com justificativa. A CAE e o Plenário poderão propôr diligências sobre essas operações de crédito.

Renan apresentou uma segunda minuta de projeto de resolução, para limitar a dívida da União a quatro vezes o valor da receita corrente líquida. Essa proposição deve tramitar como uma projeto de autoria de Renan Calheiros, e não como uma matéria de autoria da CAE.

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— Existe um vazio legislativo em relação a isso. Em 2000, o presidente Fernando Henrique Cardoso mandou para o Congresso Nacional um projeto de resolução para limitar a dívida de União, estados e municípios. O Congresso limitou as dívidas de estados e municípios, mas não limitou a da União. Este projeto foi arquivado em 2018, e estamos reapresentando agora — explicou o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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