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Deputados da Comissão de Estudos ouvem recomendações para o transporte fluvial no Pará

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Os deputados da Comissão de Estudos do Transporte Fluvial do Estado ouviram em oitiva coletiva, na segunda reunião de trabalho realizada nesta segunda (12), na Sala VIP da Assembleia Legislativa do Pará, os representantes da Agência Nacional de Transportes Aquaviário – ANTAQ, Joelson Miranda, assessor sênior da assessoria de relações institucionais, e Allef Jordy, técnico comissionado da regional Pará; Eurípedes Filho, diretor geral da ARCON-PA, Agencia de Regulação e Controle de Recursos Públicos; a Superintende da SEMOB, Ana Valéria Borges, e o inspetor Élcio Moraes, da Guarda Municipal de Belém, acompanhados de outros técnicos e analistas.

A reunião teve também a presença de Raimunda Oliveira, presidente da Colônia de Pescadores de Icoaraci.


A reunião foi instalada pelo deputado Orlando Lobato, presidente da Comissão, e as perguntas conduzidas pelo deputado Carlos Bordalo, relator, e também pela defensora pública Maria do Carmo Maia e a procuradora Ângela Balieiro, do Ministério Público.


A comissão instalada pelos deputados está investigando o naufrágio marítimo ocorrido em 8 de setembro passado, quando a lancha Dona Lourdes II, que partiu de um porto clandestino em Cachoeira do Arari, parou ilegalmente no Porto do Camará para embarcar e desembarcar cerca de 30 a 40 passageiros, e que teria por destino final, a cidade de Belém.

No entanto, a embarcação afundou, com a morte de 22 pessoas. Foram resgatados 66 sobreviventes às proximidades da Praia de Cotijuba.

Os resgates foram feitos principalmente por pequenas embarcações de pescadores e de quem faz transporte de pessoas para a ilha de Cotijuba.

Camará é o porto no Arquipélago do Marajó mais perto e Joanes e Salvaterra.


Os representantes dos diversos órgãos presentes relataram sobre suas atividades, agendas de fiscalização e competências na área do transporte aquaviário de pessoas, e sugeriram propostas para o refinamento da legislação e elaboração  de um protocolo de orientação para situações de risco de sinistros, unificando esforços de integração institucional.

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Esse protocolo será criado a partir da  sistematização do trabalho da Comissão, com a contribuição de outros órgãos.

A ANTAQ, responsável pela regulamentação, controle tarifário, estudo e desenvolvimento do transporte aquaviário no Brasil; a Capitania dos Portos para a orientação, coordenação e controle das atividades relativas à Marinha Mercante e organizações correlatas, no que se refere à segurança da navegação, defesa nacional, salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição hídrica; a ARCON, de Regular, controlar e fiscalizar os serviços públicos delegados a terceiros, garantindo a sua prestação adequada, com equilíbrio entre os agentes e em benefício da sociedade; e a SEMOB, sobre suas competências neste transporte e fiscalização em portos, embarcações nas áreas marítimas da cidade de Belém, bem como a Guarda Municipal.


A procuradora Ângela Balieiro chamou a atenção para a necessidade de aumento do quadro para fiscalização das embarcações, assim como na educação, principalmente na questão do escalpelamento, que é o arrancamento brusco e acidental do escalpo (couro cabeludo), nas embarcações com o motor descoberto.

“A estatística no escalpelamento só entra se a pessoa estiver viva, se morre, não. Se há dez escalpelados registrados no ano,  foram os que sobreviveram”. Balieiro, citou ainda o que ocorre com o homem, com o estrangulamento dos órgãos genitais pelo eixo descoberto, devido ao uso de shorts com fio, e que não entram nestas estatística, devido ao preconceito. 

Ela pediu a reapresentação de um  Projeto de Lei de autoria da deputada Dra. Heloísa Guimarães, que estabelece o uso obrigatório de proteção no motor, eixo e partes móveis das embarcações. O não cumprimento retiraria a embarcação do trafego fluvial, vetado por questões legais.

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Ela informou que a legislação a ser produzida não vem para ferir competências da União e da Capitania dos Portos, e sim, para fortalecer no âmbito do Estado a fiscalização e proteção contra acidentes.

O presidente Orlando Lobato fez uma avaliação da reunião. “O balanço de hoje foi muito proveitoso e recebemos muitas contribuições, em forma de argumentos e estudos na busca de revisão e modernização da legislação que normatiza a questão dos transportes de passageiros”.

Citou estudos recebidos sobre a problemática e das deficiências de portos, regulares e clandestinos.

Para ele, as contribuições já permitem apresentar Projetos de Lei, como o do marco regulatório do transporte fluvial, “criando um ordenamento de rotina para modernizar e melhorar a oferta de transporte fluvial de passageiros com muito mais segurança, conforto e respeito”.

O deputado Carlos Bordalo insistiu na necessidade da construção de um protocolo orientador conjunto para o transporte aquaviário de passageiros, que regulamente as condutas e obrigações para os donos de embarcações, passageiros e demais instituições reguladoras, fiscalizadoras e, no caso de sinistro, ainda, as que dão apoio em resgate e salvamento.

O relator observou a necessidade do protocolo abranger a questão social, com o amparo para as vítimas e familiares dos traumas materiais e psicológicos adquiridos com as tragédias. “Saio ainda convencido de que precisamos fortalecer as instituições que atuam na questão fluvial com mais recursos e modernização na legislação, como ainda, adotar na esfera estadual o cadastro único do Transporte de Passageiros Fluviais do Estado”.

Para ele, o marco regulatório estadual virá para dialogar com o que existe de determinação legal, “no caso de regulamentação federal, recomendar ao Congresso Nacional.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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