PARÁ
Departamento de Saúde da Alepa fala sobre câncer de mama
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3 anos agoon
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infocowebInformar, promover a conscientização sobre o câncer de mama é um dos objetivos do Outubro Rosa, celebrado no Brasil desde o ano de 2002, quando um grupo de mulheres enfeitaram com luzes cor-de-rosa o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. A ação já era para chamar atenção de todos sobre um assunto que tem levado à morte muitas mulheres: o câncer de mama.
Em 2012, a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou o Projeto de Lei nº 138/2012, que institui o mês “Outubro Rosa” no Pará, dedicado a ações preventivas à integridade da mulher. A proposta se tornou Lei nº 7.746 de 31 de dezembro de 2013. O autor é o deputado Martinho Carmona.
O Departamento de Bem-Estar Social (DBES), da Alepa, atende servidores e seus dependentes. Para a comunidade, o agendamento é feito via gabinete. O médico ginecologista e mastologista Elias José Nascimento disse que o “Outubro Rosa” está focado na prevenção de uma doença que, infelizmente, atinge milhares de mulheres. “Neste ano, no Brasil, estudam apontam que 66 mil novos casos de câncer de mama serrão detectados e aproximadamente 18 mil das mulheres irão a óbito. Por isso é muito importante que mulheres de acima de 40 anos façam o exame de mamografia. Mas, é lamentável que mulheres mais novas já são acometidas pela doença”, disse ele.
Mastologista Elias Nascimento “Atendi um mulher aqui, no DBES, que, na época, tinha 26 anos. Ela chegou se queixando de um nódulo no seio. Solicitei o encaminhamento para o exame necessário, ela fez, e foi detectado um tumor benigno. Em seguida ela fez todo o procedimento para que fosse realizado a retirada do tumor. Hoje, ela se encontra sem nada no seio”.
Oncologista Paula Sampaio A medica oncologista Paula Sampaio, do Centro de Tratamento Oncológico – CTO, afirma que o atual estilo de vida das mulheres é decisivo para o aumento da incidência do câncer de mama nas mulheres, principalmente nas mais jovens. “Não temos, com exatidão, os motivos que levam a mulher ter câncer de mama, mas temos boas razões para crer que o atual estilo de vida das brasileiras seja decisivo para o crescimento de câncer de mama em mulheres jovens”, avalia a médica. “Hoje, elas têm o menor números de filhos, optam por uma gestação depois dos 35 anos de idade, possuem, normalmente uma rotina estressante, dificuldade em ter uma boa alimentação e praticar atividade física regular, além disso, há um crescimento no consumo de álcool entre as mulheres. Tudo isso tem ligação direta com o câncer de mama”, pontuou.
No Brasil, a incidência do câncer de mama tem aumentado, mas isso ocorre no mundo todo. A taxa de crescimento é de cerca de 2% ao ano. A cada 11 minutos, uma mulher é diagnosticada com câncer de mama, no Brasil. De acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o número anual de novos casos é de pouco mais de 66 mil. Os motivos do crescimento são vários. Começa pelo aumento da expectativa de vida das brasileiras. O câncer é uma doença da terceira idade. Então, se as pessoas estão vivendo mais, temos um aumento no número de casos. Além disso, são muitos os fatores relacionados com a vida que a brasileira leva hoje, que favorece que ela acumule fatores de risco.
Sobre as medidas de prevenção, existe o entendimento de que não é vantajoso estabelecer um protocolo de rastreamento para mulheres com menos de 40 anos. Só a partir dos 40 é que a mulher deve fazer a mamografia anualmente e se consultar com um especialista, mesmo sem nenhum sintoma.
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Então, para as mulheres mais jovens, é necessário focar na chamada prevenção primária. Elas precisam saber que alimentação saudável, exercícios físicos regulares e o corte do consumo de bebida alcoólica são medidas que previnem câncer de mama. Muitas pesquisas já comprovaram que obesidade e álcool, por exemplo, aumentam as chances de a mulher ter a doença.
Homens também podem ter câncer de mama
Apesar de o percentual de casos baixos, cerca de 1 a 2% de homens se enquadram na mesma situação das mulheres com menos de 40 anos. Não há protocolo de rastreamento recomendado para eles. O que os homens podem e devem fazer é procurar logo um mastologista se perceberem alguma alteração.
Causas do câncer de mama
É uma doença multifatorial. Entre 5 e 10% dos casos tem relação com hereditariedade. E existem vários fatores de risco, como a idade, obesidade, bebida alcoólica, menarca precoce, menopausa tardia e vários outros fatores ambientais.
Sinais e sintomas que podem indicar o câncer de mama
Os principais sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama são: um nódulo, geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou com aspecto de casca de laranja, alterações no bico do peito e saída espontânea de líquido. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços. São sinais que devem levar a mulher ao médico, mas não são sinais de câncer necessariamente.
Prevenção.
Sobre a prevenção do câncer de mama, devemos falar de prevenção primária e prevenção secundária.
Prevenção primária é sinônimo de estilo de vida saudável. Obesidade e bebida alcoólica têm relação direta com o câncer de mama. Então, a mulher precisa controlar o peso corporal, fazer exercício físico regularmente, se alimentar bem e, de preferência, cortar o álcool. Ou pelo menos beber, no máximo, um copo de cerveja ou meia taça de vinho por dia, que é um consumo moderado.
Prevenção secundária é tomar medidas preventivas mesmo sem ter sintomas. É se consultar com um especialista, anualmente, a partir dos 40 anos, e fazer a mamografia, todo ano, que é o melhor exame de rastreamento.
As pesquisas comprovam que a mamografia salva vidas. Ela assegura o diagnóstico nos estágios iniciais. Isso significa um tratamento menos invasivo e chances de cura superiores a 90%.
Fonte: Assembleia Legislativa do PA
PARÁ
Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano
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2 anos agoon
29 de fevereiro de 2024By
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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.
A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).
Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.
O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.
A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.
Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.
Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.
Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.
O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.
Fonte: Assembleia Legislativa do PA
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