BELÉM

PARÁ

Alepa recebe comissão de batedores de açaí

Published

on

O deputado Chicão, presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), e o deputado Carlos Bordalo, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor (CDHDC) da Casa de Leis, receberam na manhã desta terça-feira (28.02), uma comissão de Batedores de Açaí. O encontro ocorreu na Sala Vip.

Fruto típico da região amazônica e um dos maiores símbolos da região do Pará, o açaí, em sua maioria das vezes, está na mesa dos paraenses durante as refeições. A fruta tem se tornando cada vez mais popular em todo o Brasil, mas existe uma preocupação entre os batedores de açaí do Pará.

Segundo um dos integrantes da comissão, Didi do Ver-o-Peso, há uma balsa-indústria, que percorre várias localidades ribeirinhas do Pará, oferecendo a polpa do fruto aos moradores do local. “Fomos pegos de surpresa, alguns dias atrás, sobre a venda do produto em uma balsa, aos ribeirinhos. Do meu ponto de vista, a venda feita por essa embarcação impacta diretamente no trabalho dos batedores de açaí, daqueles que dependem do manuseio do açaí artesanal para a sobrevivência”, disse Didi do Ver-o-Peso.

Na ocasião, o deputado Carlos Bordalo apresentou Moção solicitando ao governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade – SEMAS, do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará – IDEFLOR-BIO e do Ministério Público Estadual, que suspenda a atividade de venda do açaí em embarcações, até que sejam realizados estudos que comprovem, de fato, a viabilidade econômica e a responsabilidade ambiental e social de uma indústria flutuante de beneficiamento de açaí (balsa-indústria), que está operando de forma itinerante em regiões do Estado.

A região norte responde por 92,1% da produção total do fruto de açaí no país. Conhecido como o “ouro roxo”, representa uma das principais fontes de renda à população ribeirinha. Com o aumento da exploração desse fruto, no entanto, é necessário avaliar quais os impactos negativos do ponto de vista ambiental, social e econômico e qual caminho tomar – ouvindo as comunidades – para que essa tão importante cadeia produtiva se desenvolva de forma sustentável. Nessa perspectiva, é fundamental compreender quais são efeitos sociais positivos da operação da empresa, se há, de fato, participação do trabalho familiar, apropriação de renda pelas famílias produtoras e geração de ocupação remunerada aos trabalhadores da região.

Leia Também:  Presidente da Alepa recebe visita de cortesia do ex-deputado Ronaldo Passarinho

“Recebemos denúncias de representantes de comunidades extrativistas e ribeirinhas, quanto à atuação da empresa Bertolini da Amazônia Indústria e Comércio de forma itinerante na região do Baixo Amazonas e seus impactos econômicos, sociais e ambientais negativos para a cadeia produtiva do açaí e, por conseguinte, para a sobrevivência dessas comunidades”, disse o deputado Carlos Bordalo. “Conciliar o desenvolvimento econômico, a industrialização, a geração de renda, a qualidade de vida e o bem-estar do homem da Amazônia, sem destruir o meio ambiente, é certamente, o grande desafio da região Norte. É preciso que sejam realizados estudos, em parceria com Universidades e com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA acerca dos benefícios da balsa-indústria, de propriedade da empresa Bertolini da Amazônia Indústria e Comércio, considerando que do ponto de vista de muitos ribeirinhos, a atuação dessa empresa não tem trazido os benefícios prometidos como, por exemplo, geração de empregos, aumento da renda dessas famílias e melhoria de sua qualidade de vida”, pontua.

“A comissão do setor do açaí está correta em procurar esta Casa para saber, de fato, se essa balsa-indústria se encontra legalizada para tal serviço. Sabemos que afeta grandemente o batedor de açaí, o que a balsa-indústria vem realizando. A questão exposta sobre o açaí é preocupante. Caso exista uma empresa no Estado que possui uma balsa para fazer o serviço do ribeirinho, isso deve ser repensado”, disse o presidente da Alepa, deputado Chicão.

Leia Também:  Deputados pedem mais segurança nas escolas e repercutem tragédia em São Paulo

Ele ressaltou também a emenda para as comemorações do aniversário do Ver-o-Peso. “Atenderemos também uma solicitação de emenda parlamentar conjunta para as comemorações do aniversário da maior feira livre da América Latina, o Ver-o-Peso que, é festejado em 27 de março. Vamos levar o que foi dito aqui ao governo do Estado. Temos que saber sobre esta embarcação e que grupo é esse que se instala no Pará”, finalizou.

Um levantamento, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE, de 2020, aponta que a indústria do açaí produziu 1,6 milhão de toneladas avaliadas em torno de R$ 3,03 bilhões. Em 2020, foram comercializados pelo Pará mais de 908 milhões de reais em produtos originados do beneficiamento do açaí, como polpa, mixes e açaí liofilizado, destinados aos mercados nacional e internacional.

O açaí faz parte da base alimentar de muitas famílias na Amazônia, porém, o aumento de preços, em decorrência, na maioria das vezes, dos processos de industrialização, sem o devido planejamento, e a adequação ás realidades das regiões, atinge os consumidores locais e, consequentemente, pode levar a uma diminuição do seu consumo.

O Estado do Pará é o maior produtor nacional de açaí, com um volume anual de 1.389.000 toneladas de frutos e área plantada (Açaí de Terra Firme + Açaí manejado em várzeas) superior a 212 mil hectares (IBGE- PAM, 2020).

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARÁ

Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

Published

on

Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

Leia Também:  CCJRF analisa 23 proposições da pauta de reunião desta terça-feira, 17

A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

Leia Também:  Alepa aprova propostas do MPPA e do TCE/PA

Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA