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Alepa realiza velório do ex-deputado e comunicador Luiz Eduardo Anaice

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Uma cerimônia realizada na noite desta terça-feira (18), no hall de entrada do Palácio Cabanagem, sede do Poder Legislativo paraense, marcou o momento de despedidas de familiares, amigos e admiradores no velório do ex-deputado e comunicador Luiz Eduardo Anaice. O jornalista e apresentador faleceu nesta manhã, após sofrer um ataque cardíaco em um hospital particular na capital paraense.

Símbolo de um modelo de jornalismo policial pautado no humor e na irreverência, Anaice deixa esposa, com quem foi casado 48 anos, um filho – Keoma – e três netas de sua filha já falecida. Keoma Anaice, de 35 anos, é empresário, e comentou, emocionado, as homenagens recebidas pelo pai, e a relação de amizade e companheirismo construída ao longo dos anos.

“Ele foi um grande pai, um grande avô, um grande filho, um grande amigo. Ele foi um parceiro. E ele deixa um legado, a carreira dele, mas também ajudou muita gente (…). Não tenho palavras nesse momento, mas ele é e sempre vai ser minha inspiração, sempre vai ser aquele cara que puxava minha orelha me olhando nos olhos. Um simples olhar dele e eu já entendia tudo. Nossa conexão é muito forte. E o que eu posso dizer é o que você está vendo aqui, pessoas reunidas para homenageá-lo. Então ele vai estar sempre aqui”, disse, apontado para o coração, e finalizou: “ele está enraizado na cultura paraense. Vai ser eternizado, é o eterno caceteiro”, disse, se referindo a um dos principais jargões criados pelo pai.

Outras expressões, como “O pau te acha”, “Aplica” e “Chicote nele”, que Anaice popularizou no rádio, foram incorporadas pelo público e ainda repercutem entre o público e a população de Belém e do Pará. O diretor comercial do Grupo RBA, Nilton Lobato, ressalta que o comunicador era líder de audiência no horário do programa que apresentava, o Barra Pesada.

“Um jornalista que já estava no grupo há mais de 30 anos e permaneceu com audiência. Mesmo quando nós fizemos uma mudança no horário do Barra Pesada, a audiência o seguiu. As pessoas o seguiam, porque ele tinha um público cativo, um público que o seguia e o via como uma referência do jornalismo. Então, para nós, da RBA, é uma perda muito grande e com certeza para a comunicação do Pará é uma grande perda, mas a gente deseja que ele esteja bem, e com certeza nos solidarizamos com todos os amigos, familiares, seguidores, telespectadores e ouvintes que durante muito tempo seguiram Luiz Eduardo Anaice”, declarou.

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Colega de profissão, o jornalista e radialista Guilherme Guerreiro conta que teve seu caminho cruzado com Anaice por várias vezes durante a carreira. “A perda é gigante, assim como o Anaice se transformou em um gigante (…). Trabalhamos juntos na Rádio Clube, na Rádio Marajoara, então a nossa trajetória se confunde muito. Sempre teve um brilho próprio, criou uma linguagem singular. Transformou a reportagem policial, que era pesada, densa, em uma coisa mais leve, até inserindo o humor, com os bordões que ele criou. Virou um apresentador extraordinário dentro da forma coloquial, leve, de fazer a sua apresentação”, analisou.

Guilherme diz enxergar a trajetória do comunicador como “uma verdadeira revolução, e sempre será uma revolução. E o mais bonito é que ele construiu uma carreira gigantesca na comunicação do Brasil, mas ele nunca se sentiu estrela. Manteve uma linha de simplicidade de humildade com o alcance que ele conseguiu. Estava todos os dias nos ensinando, e dizia que estava aprendendo”, concluiu.

Priscila Amaral é apresentadora da TV Record em Belém e esteve presente no velório de Anaice. Ela revela que não o conhecia pessoalmente, mas, recentemente, foi procurada por ele para falar, essencialmente, de jornalismo e foi quando iniciou um elo com o comunicador. A jornalista diz que já acompanhava o trabalho do apresentador, e o considerava uma referência na profissão.

“Um dia, não sei como ele conseguiu meu número e começou a conversar comigo no WhatsApp. Como telespectador que me assistia, que me incentivava, ele falou coisas para mim que eu nunca imaginei ouvir de uma referência como ele. E isso foi quando eu estava grávida. Na hora que o jornal estava no ar ele me mandava mensagem e eu ficava enlouquecida querendo mandar abraço pra ele. E ele escrevia: ‘não cita nomes para não gerar ciumeira, mas eu sou o seu telespectador assíduo’. E, palavras dele, ‘um dia, menina, eu quero apresentar um programa com você’. E eu queria dizer para ele que não deu tempo. Nossa, é doído isso. Mas quem sabe um dia a gente se encontra e apresente algo”, finaliza Priscila.

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Trajetória – Nascido em 21 de dezembro de 1953, em Macapá, Amapá, iniciou sua jornada profissional como radialista aos 18 anos, quando chegou à capital paraense para trabalhar na Rádio Clube. Anos depois, Anaice trabalhou na Rádio Marajaora e, em 1992, recebeu um convite para integrar a equipe do programa Barra Pesada, da RBA TV, marcando sua estreia na televisão, onde fez história.

Luiz Eduardo Anaice tinha 69 anos de idade, era jornalista e foi apresentador de diversos programas de televisão ao longo de sua carreira, entre eles o Metendo Bronca, Barra Pesada e Bora Cidade. Foi eleito deputado estadual em duas eleições consecutivas, atuando como parlamentar na Alepa entre os anos de 2003 e 2011.

O presidente da Alepa, deputado Chicão, em nome de todos os deputados estaduais e servidores do Poder Legislativo, lamentou o falecimento do ex-deputado Luiz Eduardo Anaice e estendeu suas condolências aos familiares.

“Lamento profundamente a partida do jornalista Luiz Eduardo Anaice, figura importante para a comunicação paraense e que, de forma criativa e inovadora, mudou o conceito de se divulgar notícias policiais. Além de jornalista, ambiente em que ficou conhecido pelo seu jeito divertido e diferente à frente de diversos programas na rádio e na televisão durante décadas, foi deputado estadual e e construiu um nome também no universo político. Meus sentimentos aos amigos e familiares”, afirmou Chicão.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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