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Ações para pessoas com Transtorno do Espectro Autista são apresentadas Alepa
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3 anos agoon
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infocowebAções sobre a Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA); Práticas Terapêuticas Integrativas (PICs) e complementares, como parte da Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista – PEPTEA, foi assunto pautado nas propostas apresentadas por deputados na manhã desta quarta-feira (26.04), durante Sessão Ordinária, no Palácio da Cabanagem, sede da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).
As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) são tratamentos utilizados como recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas doenças como depressão e hipertensão. Em alguns casos, também podem ser usadas como tratamentos paliativos em algumas doenças crônicas. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, de forma integral e gratuita, 29 procedimentos de Práticas Integrativas e Complementares (PICs) à população. Além disso, sabe-se que o acesso a terapias complementares representa importante avanço no tratamento de diversas patologias, auxiliando no convívio social e familiar de diversas condições de saúde. A autora é a deputada Lívia Duarte.
Deputada Lívia Duarte
As terapias complementares também permitem desenvolver o raciocínio lógico, a leitura, a compreensão das expressões e relações humanas. Os atendimentos começam na Atenção Básica, principal porta de entrada para o SUS. Evidências científicas têm mostrado os benefícios do tratamento integrado entre medicina convencional e práticas integrativas e complementares. Além disso, há crescente número de profissionais capacitados e habilitados e maior valorização dos conhecimentos tradicionais de onde se originam grande parte dessas práticas.
A musicoterapia, por exemplo, segundo revisão publicada em 2018 na Revista da Faculdade de Ciências e Tecnologia do Maranhão (ISSN 2447-2301), pode auxiliar crianças com autismo de forma diferenciada por oferecer recursos motivacionais adequados para o desenvolvimento da atenção, memória, comunicação, habilidades motoras, amadurecimento emocional e socialização. De modo semelhante aparecem as demais práticas integrativas e complementares, visto que estas, quando adaptadas de forma individualizada à pessoa com espectro autista, “podem ser utilizadas paralelamente a outras formas de tratamento, e sem nenhum tipo de efeito colateral” ou prejuízo ao tratamento convencional. “A proposição tem por finalidade assegurar à pessoa com TEA o acesso a terapias, de forma adaptada à sua condição de saúde. Isso é valorização da visão multidisciplinar que essas pessoas precisam, para que possam desenvolver-se em sua plenitude”, diz a deputada na justificativas do projeto. “O Parlamento Estadual e o Governo do Estado devem empreender esforços para que seja assegurado o acesso a práticas terapêuticas integrativas e complementares (PICs) como parte da Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista – PEPTEA instituída pela Lei Estadual nº 9.061, de 21 de maio de 2020”, acrescenta ela. 
Outra ação entregue pela parlamentar foi a solicitação de uma Sessão Especial para discutir a Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus desdobramentos e implementação contínua. Abril é o mês de conscientização sobre o autismo, ocasião em que a sociedade pode ter mais acesso às informações sobre o espectro autista e compreender melhor o segmento, o que é essencial para que os próprios autistas e suas famílias tenham visibilidade, vistos e ouvidos.
Em 21 de maio de 2020, foi sancionada a Lei Estadual nº 9.061, que institui a Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista – PEPTEA. Desde então, busca-se de maneira contínua a implementação, por meio de iniciativas da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que criou em 2020 a Coordenação de Políticas para o Autismo (CEPA) e trabalha em seis eixos principais: saúde, educação, assistência social; cultura, esporte e lazer; trabalho e legislação.
Nesse sentido, é necessário que se discuta os impactos desta política estadual com as pessoas que lidam diretamente com pessoas autistas, sejam as mães, profissionais, professores, dentre outros atores sociais que podem e têm muito a contribuir para a implementação e efetivação desta política pública, principalmente a partir de suas vivências e das dificuldades enfrentadas diariamente, como o descumprimento das leis, a falta de educação sobre os direitos das pessoas com TEA, e o preconceito que elas são expostas todos os dias.
“São muitos os desafios. Faltam profissionais, médicos treinados sobre o assunto, há falhas de avaliação e prescrição do tratamento mais correto e adequado a cada caso. O debate tem grande importância, tendo em vista a necessidade de fortalecer e ampliar políticas públicas voltadas para o TEA, com modelos baseados em evidências científicas. Ao promover este ato, o parlamento estadual espera que a população tome conhecimento de que as políticas públicas e as ações voltadas as pessoas com TEA, sejam de mais responsabilidade e de respeito”, afirma a deputada, na justificativa do requerimento.
A deputada também protocolou um Projeto de Resolução que altera o Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Pará, para assegurar direitos às deputadas estaduais gestantes. A justificativa da proposição diz que “é observado a ausência de uma norma que ampare as deputadas estaduais gestantes. As servidoras públicas possuem o direito à licença à gestante de 180 dias, exatamente em respeito aos cuidados que devem ser assegurados tanto à mãe quanto à criança e ao próprio vínculo que se cria entre elas”.
Fonte: Assembleia Legislativa do PA
PARÁ
Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano
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2 anos agoon
29 de fevereiro de 2024By
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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.
A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).
Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.
O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.
A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.
Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.
Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.
Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.
O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.
Fonte: Assembleia Legislativa do PA
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