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Presidente da Comissão da Mulher Advogada participa de Mesa Acadêmica do Coadem

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A presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Cristiane Damasceno, participou, na noite desta quinta-feira (03/11), da Mesa Acadêmica “Violência de Gênero nos Países do Mercosul”, promovida pelo Conselho de Colégios e Ordens de Advogados do Mercosul (Coadem). O evento foi realizado de forma híbrida, com a parte presencial em Montevidéu, no Uruguai. A representante da Ordem fez sua fala por videoconferência. A Medalha Rui Barbosa Cléa Carpi da Rocha, que é delegada do Codem, também acompanhou o ato.

Cristiane apresentou um panorama do arcabouço jurídico brasileiro no que diz respeito às violências contra mulheres, trouxe dados e falou sobre medidas adotadas pela Ordem para defesa das prerrogativas e promoção da paridade de gênero nos cargos diretivos da entidade. “A OAB atua para combater todos os tipos de violência. Temos um regramento que proíbe a inscrição daqueles que são condenados ou respondem por violências praticadas contra mulheres. Eles não podem entrar na nossa instituição, eles não podem se inscrever nos nossos quadros”, afirmou a presidente da comissão.

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“Somos a única instituição no sistema de justiça que tem um programa de combate aos assédios moral e sexual com canal de denúncias próprio. Essas denúncias são encaminhadas aos Tribunais de Ética e Disciplina. Os assédios nos ambientes de trabalho causam outro tipo de conduta, que é oculta e que as mulheres falam muito pouco sobre porque têm medo de perder o emprego. Então temos um canal de denúncias que é todo coordenado por mulheres em que as advogadas podem falar sobre os problemas relacionados aos assédios moral e sexual”, disse Cristiane.

2023

A presidente da comissão falou ainda sobre algumas medidas nas quais a Ordem pretende trabalhar em 2023. “Vamos fazer uma propositura ao Pleno do Conselho Federal para que sejam encaminhadas ao Congresso Nacional projetos de alteração da lei federal para caracterizar os assédios moral e sexual praticados contra advogadas como uma infração ético-disciplinar. A proposta partirá da Comissão Nacional da Mulher Advogada”, declarou ela.

Outra medida diz respeito ao julgamento sob a perspectiva de gênero no âmbito do Tribunais Ético Disciplinares (TED) do sistema OAB. O conceito já é aplicado na justiça comum e a ideia é formular uma instrução para os TED nesse sentido. “Nossas colegas advogadas, além de serem vítimas de assédios moral e sexual, também são vítimas de violência institucional. Temos casos de mulheres que atuam em defesa de mulheres em casos de estupro, por exemplo, que são demandadas criminalmente pelos acusados como pessoas que litigam com má-fé. Temos entrado nesses processos para dar suporte para as colegas”, afirmou ela.

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Também participaram como expositoras María Luisa Facolnier, designada pela Federación Argentina de Colegios de Abogados (FACA); Sonia Elizabeth Van Lepel Acosta, designada pelo Colegio de Abogados del Paraguay (CAP); e Virginia Cáceres Batalla, representante do Colegio de Abogados del Uruguay (CAU).

Fonte: OAB Nacional

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Conselho Federal esclarece inclusão de novos conteúdos no 38º Exame de Ordem

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Conforme previsto em Provimento aprovado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), o 38º Exame de Ordem Unificado (EOU) terá a inclusão de três áreas na avaliação: Direito Eleitoral, Financeiro e Previdenciário. O total de questões da primeira fase permanecerá o mesmo, 80. Contudo, as áreas de Direito Administrativo, Direito Civil, Processo Civil e Direito Empresarial terão 1 questão a menos, cada, a fim de incluir duas questões de cada um dos novos conteúdos inseridos na prova.

O aperfeiçoamento do EOU tem sido alvo de reuniões recorrentes entre o presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem do Conselho Federal, Marco Aurélio de Lima Choy, o presidente da Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado, Celso Barros Coelho Neto, e a Fundação Getulio Vargas, responsável pela aplicação da prova.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, explica que a atuação da entidade para a melhoria dos cursos de direito e para incremento da avaliação se pauta pela responsabilidade em fornecer à sociedade profissionais habilitados a exercerem a advocacia. “Nossa gestão luta, diuturnamente, pela modernização do ensino jurídico brasileiro, sem dispor de sua qualidade, eficiência e superioridade técnico-científica. Esse é o nosso desafio e o nosso compromisso”, afirma.

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O professor Choy reforça a importância da avaliação para a sociedade brasileira e para o mercado de trabalho. “O Exame de Ordem tem de refletir as demandas atuais do exercício da advocacia. Há uma necessidade constante de atualização da prova em relação aos conteúdos desenvolvidos nas Faculdades de Direito e a sua observância no âmbito das Diretrizes Curriculares Nacionais”, explica. Choy ressalta, ainda, o trabalho realizado pela Fundação Getulio Vargas na organização da terceira maior prova do país.

O Coordenador do Exame, Celso Barros, por sua vez, explica que a introdução de novos conteúdos na prova contempla o anseio de professores e Instituições de Ensino Superior e, principalmente, da Sociedade Brasileira. “Na atualidade, é imprescindível o conteúdo de Direito Eleitoral, Direito Previdenciário e Direito Financeiro para atuação de advogados e advogadas. São áreas que ganharam muita importância nos últimos anos e demandam conhecimentos específicos”, justifica.

Fonte: OAB Nacional

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