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OAB homenageia presidente do Congresso Nacional com a Medalha Raymundo Faoro

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Na tarde desta segunda-feira (8/8), o Conselho Pleno da OAB Nacional outorgou ao presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a Medalha Raymundo Faoro, dedicada àqueles cujos trabalhos contribuem efetivamente para o Estado Democrático de Direito. Pela manhã, o Pleno agraciou o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Emmanoel Pereira.

Pacheco é advogado e preside o Senado da República desde 2021, eleito por seus pares. Antes, foi deputado federal por Minas Gerais (2015-2019), período que sucedeu sua caminhada como conselheiro federal da OAB, também por Minas Gerais, entre 2012 e 2014. Na instituição, também presidiu a Comissão Nacional de Apoio aos Advogados em Início de Carreira.

O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, classificou Pacheco como um dos “imprescindíveis” na história da Ordem. “Há líderes da advocacia que combateram por um dia e são bons. Há os que batalham por anos e são excelentes. Há aqueles que pelejam durante décadas e são ainda melhores. Mas há os que lutam por uma vida inteira, em prol das prerrogativas da advocacia e da cidadania brasileira, como é o caso do nosso homenageado, Rodrigo Pacheco. Ele é um dos nossos e faz parte do time daqueles que são absolutamente necessários”, apontou Simonetti.

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Ele também destacou que o trabalho legislativo de Pacheco é uma extensão da trajetória iniciada nos quadros da OAB. “Rodrigo liderou (e ainda lidera, como parlamentar inspirador que é) o movimento de proteção das prerrogativas da advocacia – que constituem, na realidade, verdadeiras garantias da cidadania. Fico feliz e grato pois a defesa das prerrogativas da advocacia que o nosso senador já exercia em seus tempos na Ordem segue firme e destemida no Congresso Nacional”, lembrou o presidente da OAB. 

Por fim, Simonetti destacou a efetiva participação e o trabalho parlamentar de Pacheco para inaugurar a nova era das prerrogativas da advocacia – consagrada na aprovação da Lei 14.365/2022 – e também as alterações do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994). 

Agradecimento

Da tribuna do Conselho Pleno da OAB Nacional, Rodrigo Pacheco agradeceu a homenagem da advocacia brasileira. “É algo muito caro para minha vida profissional, pública, mas também para o ser humano Rodrigo. Determinados sentimentos não cabem em palavras corriqueiras e aqui a condecoração é muito maior do que o condecorado. Os caminhos que hoje trilhamos nos foram apontados por outros: grandes homens e grandes mulheres, nossos precursores. Com a lei, pela lei e dentro da lei. O caminho da luz e da obediência constitucional é sempre o melhor, e o compromisso da OAB aí está: com a democracia, com o Estado de Direito e com a Constituição Federal. Não podemos admitir qualquer arroubo autoritário que vise a atentar contra conquistas de outras gerações e que nós temos que manter, principalmente a conquista do Estado de Direito”, discursou o presidente do Congresso.   

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Mais cedo, durante a sessão do Conselho Pleno, a OAB nacional divulgou Manifesto à Nação em Defesa da Democracia

Ele também lembrou a trajetória do patrono da medalha que recebera, Raymundo Faoro. “Essa comenda reaviva na memória dos mais antigos e acende na memória dos mais jovens a dimensão e a importância singulares que ele representou para a advocacia, para a justiça e para o país. Foi o homem certo, no lugar certo e na hora certa à frente da OAB. Sua atuação serena – mas incisiva, determinada e intransigente em defesa dos direitos e das liberdades individuais – foi fundamental naquele momento da vida nacional. Ao mesmo tempo em que manteve a independência da OAB ao regime que então nos governava, foi capaz de estabelecer pontes entre este mesmo regime e a sociedade civil”, ressaltou Pacheco.

Fonte: OAB Nacional

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JURÍDICO

Conselho Federal esclarece inclusão de novos conteúdos no 38º Exame de Ordem

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Conforme previsto em Provimento aprovado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), o 38º Exame de Ordem Unificado (EOU) terá a inclusão de três áreas na avaliação: Direito Eleitoral, Financeiro e Previdenciário. O total de questões da primeira fase permanecerá o mesmo, 80. Contudo, as áreas de Direito Administrativo, Direito Civil, Processo Civil e Direito Empresarial terão 1 questão a menos, cada, a fim de incluir duas questões de cada um dos novos conteúdos inseridos na prova.

O aperfeiçoamento do EOU tem sido alvo de reuniões recorrentes entre o presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem do Conselho Federal, Marco Aurélio de Lima Choy, o presidente da Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado, Celso Barros Coelho Neto, e a Fundação Getulio Vargas, responsável pela aplicação da prova.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, explica que a atuação da entidade para a melhoria dos cursos de direito e para incremento da avaliação se pauta pela responsabilidade em fornecer à sociedade profissionais habilitados a exercerem a advocacia. “Nossa gestão luta, diuturnamente, pela modernização do ensino jurídico brasileiro, sem dispor de sua qualidade, eficiência e superioridade técnico-científica. Esse é o nosso desafio e o nosso compromisso”, afirma.

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O professor Choy reforça a importância da avaliação para a sociedade brasileira e para o mercado de trabalho. “O Exame de Ordem tem de refletir as demandas atuais do exercício da advocacia. Há uma necessidade constante de atualização da prova em relação aos conteúdos desenvolvidos nas Faculdades de Direito e a sua observância no âmbito das Diretrizes Curriculares Nacionais”, explica. Choy ressalta, ainda, o trabalho realizado pela Fundação Getulio Vargas na organização da terceira maior prova do país.

O Coordenador do Exame, Celso Barros, por sua vez, explica que a introdução de novos conteúdos na prova contempla o anseio de professores e Instituições de Ensino Superior e, principalmente, da Sociedade Brasileira. “Na atualidade, é imprescindível o conteúdo de Direito Eleitoral, Direito Previdenciário e Direito Financeiro para atuação de advogados e advogadas. São áreas que ganharam muita importância nos últimos anos e demandam conhecimentos específicos”, justifica.

Fonte: OAB Nacional

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