BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Bolsonaro está tranquilo diante de decisão do STF, diz Wellington Fagundes

Published

on

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) relatou nesta quarta-feira (26) o encontro de senadores da oposição com o ex-presidente Jair Bolsonaro, tornado réu em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Wellington avalia que Bolsonaro estava “tranquilo” e “consciente” de ter que enfrentar uma situação que lhe foi imposta pelo Judiciário.

Ele reafirmou que Bolsonaro é o candidato presidencial do PL em 2026 e definiu o ex-presidente como o único líder brasileiro capaz de atrair multidões.

— Com a sua liderança, hoje somos o maior partido na Câmara dos Deputados e temos no Senado uma bancada extremamente grande. O PL tem hoje o presidente do Senado em exercício [o senador Eduardo Gomes] e o presidente da Câmara em exercício. Se o presidente Bolsonaro fosse um ditador, ele poderia exigir dos companheiros, hoje, medidas causísticas. Não! Ele falou: “Vamos jogar o jogo dentro das quatro linhas, e vou enfrentar até a última hora”.

Wellington leu nota da liderança da Oposição em protesto contra a decisão do STF. Segundo o documento, o devido processo legal não foi respeitado e os advogados de defesa não tiveram acesso às provas, entre outros fatores.

Leia Também:  Comissão aprova projeto com mecanismos de apoio a cooperativas solares

— Os elementos tornados públicos e que embasam a denúncia não apontam para o envolvimento do presidente Bolsonaro nos supostos ilícitos. Apesar de ter sua vida devassada desde 2021, a PGR [Procuradoria-Geral da República] não apontou uma só mensagem sua.

A nota — assinada pelo líder da Oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), com o apoio de outros parlamentares — acrescenta que a denúncia é contraditória aos atos públicos de Bolsonaro, que reconheceu a derrota na eleição de 2022, nomeou os comandante das Forças Armadas indicados por Luiz Inácio Lula da Silva e determinou a desobstrução de rodovias que estavam bloqueadas em protestos contra o resultado das urnas. A vinculação de Bolsonaro com a tentativa de golpe seria inteiramente baseada em “conversas de terceiros”, conclui a nota.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

Published

on

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Leia Também:  Damares pede que ministério atualize Política Nacional de Saúde Ocular

— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA