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Damares pede que ministério atualize Política Nacional de Saúde Ocular

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Com base em dados e relatos de que a saúde ocular no Brasil estaria sendo negligenciada no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) sugeriu, por meio de indicação, que o Ministério da Saúde atualize a Política Nacional de Saúde Ocular. O objetivo do pedido, conforme explica no documento, é combater as desigualdades no acesso ao serviço oftalmológico e incluir a saúde dos olhos no centro da agenda pública.

A indicação (INS) 61/2024 sugere ainda que essa atualização seja incluída no Plano Nacional de Saúde para o período de 2024 a 2027. 

De acordo com dados da Associação Nacional de Pessoas com Doenças Oculares — Retina Brasil, a saúde ocular no país tem sido negligenciada como política pública. Apesar dos serviços oferecidos pelo SUS, a realidade enfrentada por quem depende de atendimento oftalmológico é classificada como preocupante. 

Ainda conforme os dados, constata-se a existência de longas filas para consultas e cirurgias, demora no agendamento e na realização de cirurgias oftalmológicas, como as de catarata, o que acaba levando à perda da visão do cidadão. 

No documento, a senadora cita ainda o Relatório Mundial sobre Visão de 2019 e o Relatório Condições de Saúde Ocular no Brasil 2023 que, segundo ela, evidenciam, desafios significativos na área da oftalmologia, incluindo desigualdades na cobertura e qualidade dos serviços de prevenção, tratamento e reabilitação, além de deficiências na integração dos serviços de saúde visual nos sistemas de saúde.

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“Como sabemos, o diagnóstico e o tratamento precoces fazem o diferencial na vida dos pacientes oftalmológicos. A falta de programas eficazes de triagem e prevenção impede o diagnóstico precoce de condições que levam à cegueira. Sem detecção oportuna, doenças tratáveis como degeneração macular relacionada à idade (DMRI), edema macular diabético, catarata, erros de refração, glaucoma, entre outras, podem evoluir para estágios avançados”, afirma a senadora na indicação. 

Damares também alerta para o impacto econômico e social que a ausência de acesso adequado à saúde ocular traz para os brasileiros. 

“O impacto da deficiência visual na qualidade de vida é indiscutível e negligenciado, sobretudo em lugares mais remotos, onde o acesso é ainda mais negado. O que acarreta prejuízos imensuráveis como, perda da função visual, perda de autonomia em atividades do dia a dia, afetando assim, por consequência, a saúde mental e gerando outras questões de saúde pública”, acrescenta. 

Saúde ocular

Segundo estudos da Organização Mundial da Saúde, cerca de  2,2 bilhões de pessoas no mundo têm deficiência visual. Dessas, pelo menos 1 bilhão têm algum tipo de deficiência que poderia ter sido evitada ou que ainda não foi tratada. Estimativas do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), de 2023, apontam que o país tenha 1,5 milhão de pessoas cegas, sendo 948,1 mil em grupos economicamente vulneráveis; 857 mil na chamada classe média; e 174 mil entre os com maior poder aquisitivo. Estudo do CBO ainda indica que as principais causas de cegueira ou baixa visão no país incluem catarata, erros refrativos não corrigidos, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade. 

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Providências

A indicação é um instrumento utilizado por senadores ou comissões da Casa para sugerir a outro Poder a adoção de providência, a realização de ato administrativo ou de gestão, ou o envio de projeto de iniciativa exclusiva desse Poder. Nesses casos, a indicação é encaminhada pelo presidente do Senado à autoridade de outro Poder, neste caso, à ministra da Saúde, Nísia Trindade. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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