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POLITÍCA NACIONAL

CMA debate impactos das mudanças climáticas na oferta de água

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) debaterá, nesta terça-feira (18), o impacto das mudanças climáticas e das políticas públicas na qualidade e quantidade de água disponível para a sociedade. A reunião ocorrerá após a votação, a partir das 9h, de projeto que determina a exigência de padrões ambientais para produtos estrangeiros (PL 2.088/2023).

Proposta pelo presidente da CMA, senador Fabiano Contarato (PT-ES), a audiência pública ocorrerá na mesma semana do Dia Mundial da Água, data comemorativa criada pela ONU e celebrada anualmente em 22 de março.

“A data se tornou um momento importante de reflexão sobre as questões hídricas, especialmente em um contexto de crescente pressão sobre sua disponibilidade e qualidade. As mudanças climáticas intensificam eventos extremos como secas e enchentes, tornando a segurança hídrica um dos maiores desafios globais”, diz o senador no requerimento (REQ) 2/2025 – CMA.

Participantes

O colegiado recebeu a confirmação de presença dos seguintes convidados:

  • Veronica Sánchez, diretora-presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA, órgão federal que regula o uso da água e o saneamento básico);
  • Marcelo Jorge Medeiros, superintendente de Gestão da Rede Hidrometeorológica da ANA;
  • Ana Paula Fioreze, superintendente de Estudos Hídricos e Socioeconômicos da ANA;
  • João Ricardo Raiser, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba, do Distrito Federal. Comitês de bacias são grupos de representantes que decidem e discutem as regras e gestão dos recursos hídricos de uma determinada região composta por um rio principal e seus afluentes.
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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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