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POLITÍCA NACIONAL

Yury do Paredão é eleito presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano

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A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados elegeu nesta quarta-feira (2) como presidente, por unanimidade, o deputado Yury do Paredão (MDB-CE). A escolha dos três vice-presidentes ficou para outra oportunidade.

“Nesta comissão temos a valiosa oportunidade de discutir questões que fazem parte do cotidiano das cidades brasileiras”, disse Yury do Paredão ao assumir o cargo. “Esse é e continuará sendo um espaço de debate qualificado”, reforçou.

Segundo o deputado, dois grandes temas deverão ser priorizados neste ano:

  • o transporte, especialmente a gratuidade para os passageiros nos sistemas públicos e as demandas dos motoristas por aplicativo e dos taxistas; e
  • o direito à moradia, a partir de debates com governos federal e estaduais.

Perfil
Empresário e natural de Juazeiro do Norte (CE), o deputado Yury do Paredão, 36 anos, está no primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Em 2022, na primeira participação em eleições, ele obteve 90.425 votos.

Atribuições
Criada em 1985, a Comissão de Desenvolvimento Urbano analisa e vota proposições sobre urbanismo, uso do solo urbano, habitação, saneamento, transportes urbanos e infraestrutura das cidades, entre outros temas.

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Com a eleição desta quarta-feira, estão instaladas todas as 30 comissões permanentes da Câmara. O mandato dos presidentes é de um ano.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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