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POLITÍCA NACIONAL

Moro critica governo por crise econômica e aumento da violência

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Em discurso no plenário nesta quarta-feira (19), o senador Sergio Moro (União-PR) criticou o governo federal e atribui à atual gestão a responsabilidade por dificuldades econômicas e pelo aumento da criminalidade no país. Segundo ele, a inflação de alimentos reduziu o poder de compra da população, enquanto a elevada taxa de juros inibe investimentos produtivos. O parlamentar classificou a situação como resultado de um “descontrole fiscal” e questionou os impactos dessas políticas no futuro do Brasil.

— Tudo isso é decorrente da falta de liderança ou até da má liderança que temos no país. E tendo nós, infelizmente, como presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] alguém que foi condenado criminalmente no passado e teve sua condenação anulada sem justificativa jurídica — afirmou.

Moro também alertou para a escalada da violência e a crescente atuação do crime organizado. Ele citou o recente ataque a uma delegacia em Duque de Caxias (RJ) e casos de violência urbana, como o latrocínio de um ciclista durante um assalto em Paraisópolis, na capital paulista, para ilustrar a sensação de insegurança que atinge a população.

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Lava Jato

O parlamentar criticou ainda a anulação de condenações da Operação Lava Jato e mencionou a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou as sentenças do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci. Para Moro, a decisão desconsidera provas e confissões obtidas durante a operação.

— Se tem uma pessoa que confessou os crimes, devolveu dinheiro e ainda disse que esse dinheiro era fruto de suborno, como se justifica uma anulação anos depois? Uma canetada de um ministro do Supremo ignorou todos os fatos e provas, baseando-se em uma suposta alegação de conluio entre juiz e Ministério Público — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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