BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Sergio Moro alerta para incêndios em parque no Paraná

Published

on

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (19), o senador Sergio Moro (União-PR) alertou para o incêndio no Parque Nacional de Ilha Grande, especialmente na Ilha Peruzzi, em Guaíra (PR), que, segundo ele, já perdeu mais de 230 hectares. Segundo o parlamentar, há falhas na gestão ambiental da região, destacando que sucessivos incêndios têm destruído parte do bioma local e prejudicado a saúde da população.

— Têm atrapalhado a vida do cidadão do oeste do Paraná e comprometido a própria saúde da população da região, já que ela acaba sendo forçada a conviver com aquela fumaça constante — disse.

Sergio Moro afirmou que o governo federal negligenciou a cidade de Guaíra. Ele mencionou invasões de terras e a paralisação de processos de reintegrações de posse na região. Ele defendeu a aplicação do marco temporal para as terras indígenas conforme aprovado pelo Congresso.

O parlamentar disse que a região no Paraná, “apesar dos discursos do governo junto à comunidade internacional sobre preservação ambiental e mudanças climáticas”. 

Leia Também:  CMO aprova 13 dos 16 relatórios setoriais do Orçamento de 2025

— Não adianta querer dar lição de moral para o mundo exterior, quando não se faz aí a sua própria lição de casa. A população de Guaíra e da região está literalmente abandonada pelo governo federal, não só no tema das invasões indígenas, que não têm tido ali uma resposta da justiça. E eu não estou dizendo aqui que a população indígena também não tenha os seus direitos, tem sim, mas a justiça existe para isso, para dar uma solução à questão e não simplesmente uma postergação indefinida que pode levar a episódios de violência — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

Published

on

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Leia Também:  CAE envia ao Plenário indicações para três diretorias do Banco Central

— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA