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Parlamentares apresentam propostas para beneficiar trabalhadores domésticos

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O Programa Dignidade e Combate à precarização do trabalho das domésticas no Pará foi a proposta apresentada em Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), na manhã desta terça-feira (02.05). O Projeto de Indicação que sugere ao Poder Executivo que seja criado o Programa Dignidade e Combate à precarização do trabalho das domésticas no Estado do Pará tem como autora a deputada Lívia Duarte. Deputada Lívia Duarte

A proposta é para valorizar as trabalhadoras domésticas, fomentar a promoção da igualdade, e promover políticas de geração de emprego e renda. O programa Dignidade e Combate à precarização do trabalho das domésticas no Pará tem os seguintes objetivos: o reconhecimento do trabalho doméstico e de cuidados como um direito e uma função social; a valorização da trabalhadora doméstica e da cuidadora; fortalecer a noção do trabalho doméstico e de cuidados como questão pública e garantir a co-responsabilização dos setores públicos com essas atividades; dar o acesso das trabalhadoras a educação, trabalho formal, atividade econômica, participação social e política, e igualdade de oportunidades; atuar pelo enfrentamento das violências e precarização da categoria. 

A proposição sugere, também, a criação da Casa da Doméstica, espaço público de referência em direitos e atendimento das trabalhadoras doméstica, e a instituição da Comissão Estadual do Trabalho Doméstico e de Cuidados na Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda do Governo do Pará – Seaster/PA.

A finalidade da Casa da Doméstica é propor mecanismos de valorização e formalização das trabalhadoras, assim como propor e monitorar políticas públicas específicas para as trabalhadoras. “As mulheres representam mais de 92% no trabalho doméstico remunerado, das quais mais de 65% são pretas. Ainda que se trate de trabalhos essenciais para o desenvolvimento humano e social, é uma categoria, ainda hoje, fortemente marcada pela precarização, informalidade, e pelos baixos salários”, diz a deputada Lívia Duarte na justificativa da proposta.

Ela afirma ainda que “a categoria das domésticas e cuidadoras privadas demorou para ter seus direitos positivados, ficando marginalizada na proteção social estendida às demais categorias de trabalho formais, mesmo após a Constituição de 1988. Somente com o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) das Domésticas, que entrou em vigor em junho de 2015, foi alcançada pela categoria a igualdade de direito entre trabalhadores, como o salário-maternidade, auxílio-doença, auxílio-acidente de trabalho, pensão por morte e aposentadoria por invalidez, idade e tempo de contribuição”. 

A parlamentar também sugeriu ao Poder Executivo a criação do Programa Cozinha Solidária, como política pública voltada para o combate à fome e insegurança nutricional no Pará. A ação seguirá três eixos fundamentais: entrega de comida com alto valor nutricional de graça para quem não tem o que comer; geração de emprego e renda no campo e na cidade, sendo empregos formais, principalmente, voltados para mulheres negras que são a maioria entre as trabalhadoras de cozinhas coletivas e comunitárias e a integração do ciclo campo e cidade, onde os alimentos produzidos no campo pela agricultura familiar e pequeno agricultor e das feiras, quintais e hortas urbanas e periurbanas abasteçam as Cozinhas Solidárias com alimentação saudável e de alto valor nutricional nas cidades. 

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“O Programa Cozinha Solidária terá, pelo menos, duas fases. A primeira será a de implementação e, posteriormente, a de expansão. Neste primeiro momento, as Cozinhas Solidárias devem se concentrar nas periferias das regiões metropolitanas atendendo quem mais precisa”, afirma a deputada na justificativa da proposição. 

Já a deputada Maria do Carmo apresentou o Projeto de Lei que institui a política estadual de ações afirmativas no Pará. A proposta é destinada a reparar as distorções e desigualdades sociorraciais, de gênero e demais segmento de minorias por práticas discriminatórias adotadas nas esferas pública e privada durante o processo de formação social do Pará e do País. Deputada Maria do Carmo

A política estadual de ações afirmativas abrange, especialmente, a adoção de reservas de percentuais aos negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, pessoas que estudaram integralmente em escolas públicas e mulheres, de forma geral ou por segmento, envolvendo: vagas oferecidas em concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública estadual, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela Estado; vagas oferecidas em Processo Seletivo Simplificado para contratação, por prazo determinado, de profissionais para exercer a funções públicas na administração pública estadual, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela Estado; vagas nas escolas técnicas estaduais e instituições de ensino superior por ele mantidas a candidatos que se submetam a processos seletivos pelo critério cor, preta ou parda. 

“Muitas são as possibilidades de inserções de ações afirmativas, como, por exemplos, na área da cultura, do acesso a saúde, da assistência social, da propriedade rural. Esta proposição limita-se a adoção de reservas de percentuais de vagas aos negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, pessoas que estudaram integralmente em escolas públicas e mulheres”, defende a deputada na justificativa da proposição. 

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Utilidade Pública

O deputado Braz apresentou Projeto que de declara de Utilidade Pública para o Pará, em reconhecimento aos serviços que realiza em sua área de atuação, a Federação Paraense de Ciclismo.Deputado Braz

De autoria do deputado Toni Cunha foi protocolado o Projeto que reconhece como de Utilidade Pública para o Estado do Pará, o Sindicato dos Produtores Rurais de Anapu. Deputado Toni Cunha

Requerimentos 

A deputada Lívia Duarte solicitou, por meio de Requerimento, a realização de uma Sessão Especial para discutir as Políticas de Atenção às Pessoas Refugiadas e Migrantes no Pará. De acordo com dados da Agência das Organizações da Nações Unidas (ONU) para Refugiados (ACNUR), atualmente existem mais de 100 milhões de pessoas forçadas a se deslocar em todo o mundo, o maior número já registrado. As pessoas refugiadas estão fora de seu país de origem devido a fundados temores de perseguição relacionados à sua raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opinião política. Também são consideradas refugiadas aquelas pessoas que foram obrigadas a deixar seus países devido a conflitos armados, violência generalizada e graves violações dos direitos humanos. 

No Brasil, os dados do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE) indicam mais de 65 mil refugiados reconhecidos pelo governo brasileiro, de 120 nacionalidades diferentes, sendo expressiva a presença de venezuelanos, sírios, congoleses, angolanos e cubanos.

Especificamente sobre deslocados forçados da Venezuela, estes compõem a maior parte dos refugiados reconhecidos no Brasil, com mais de 53 mil refugiados. O Estado do Pará, e em especial a capital, Belém, ocupa posição estratégica nas dinâmicas de mobilidade humana na região Norte do país, visto que grande parte dos refugiados e migrantes que adentram o território brasileiro pelos estados de Roraima, Amazonas e Amapá transitam em algum momento pelo Pará rumo às regiões centro-sul do país.

De acordo com os dados do Ministério de Desenvolvimento Social, cerca de 4 mil refugiados e migrantes em situação de vulnerabilidade estão cadastrados no CadUnico em mais de 100 municípios paraenses. De particular relevância no Estado é a presença de indígenas refugiados e migrantes da etnia Warao – dados do ACNUR indicam a presença de 1.100 Warao em pelo menos sete municípios paraenses.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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PARÁ

Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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