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Comissão de Transporte Fluvial da Alepa entrega relatório

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Na manhã desta segunda-feira, 30/01, a Comissão Temporária Interna de Estudo e Acompanhamento da Qualidade, da Segurança e da Fiscalização do Transporte Fluvial de Passageiros no Pará da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) apresentou o relatório do transporte fluvial no Pará. A comissão investiga o naufrágio da embarcação Dona Lourdes II, que aconteceu nas proximidades da Praia de Cotijuba, em 8 de setembro de 2022, causando a morte de 23 pessoas. A lancha saiu de um porto clandestino em Cachoeira do Arari e parou ilegalmente no Porto do Camará para o embarque de 40 pessoas. O encontro ocorreu na Sala Vip.

A Comissão foi criada por meio de requerimento do deputado Carlos Bordalo e instalada no dia 22 de novembro de 2022, em reunião deliberativa no plenário da Alepa, ocasião em que foi eleito o presidente, deputado Orlando Lobato (PSD), o qual indicou como relator,o deputado Carlos Bordalo (PT), para que no prazo de 120 dias, fossem realizados estudos sobre a qualidade, a segurança, e a fiscalização do transporte fluvial de passageiros no Estado do Pará e sobre os problemas envolvendo embarcações clandestinas e sucateadas que trafegam nos rios paraenses e que colocam em risco, diariamente, a vida de centenas de pessoas.

Na presença de várias autoridades e membros da sociedade civil organizada, a reunião foi instalada pelo deputado Orlando Lobato, que destacou os trabalhos realizados pela comissão. “A comissão cumpriu seu papel dentro dos desdobramentos do tema abordado. É preciso mais organização dos portos, tanto na saída quanto na chegada do embarque. O relatório aponta linhas de ações de saídas que possam oferecer ao passageiro, um transporte fluvial, mais humano, mais digno”, disse.Deputado Orlando Lobato

Em seguida, o deputado Carlos Bordalo leu alguns pontos do relatório e disse que haverá um grupo permanente de parlamentares para acompanhar a implementação das recomendações atribuídas no documento. “É fundamental que haja deputados numa equipe de trabalho direcionada às questões fluviais no Pará. Vamos até o governador do Estado entregar em mãos e dialogar com ele acerca das propostas escritas no relatório. Do mesmo modo, iremos trabalhar para que seja realizada, o quanto antes, uma conferência estadual do transporte de passageiro fluvial do Pará”, comentou.Deputado Carlos Bordalo

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O parlamentar ainda frisou que “os órgãos devem se reunir, assim como a sociedade civil, para que busquem juntos um conselho permanente dentro de um órgão de controle social sobre o transporte fluvial no Pará, algo tão importante para melhorar a vida de diversos de paraenses. Estamos propondo a realização de um processo licitatório para as linhas a serem operadas, da mesma maneira, sugerimos a criação de duas novas bases fluviais que sigam o exemplo daquela que vem dando muito certo no estreito de Breves e que ofereceu, finalmente, garantia de segurança no transporte fluvial de passageiros e carga naquela região”, pontuou.

A Comissão de Transporte Fluvial atingiu seus objetivos utilizando diferentes instrumentos metodológicos consubstanciados na legislação, como oitivas. Foram ouvidos representantes de órgãos públicos, operadores do transporte fluvial de passageiros e da sociedade civil que são usuários do transporte fluvial. A Comissão também solicitou informações, via ofício, à Agência de Regulação e Controle de Recursos Públicos, relacionadas às obrigações legais, cadastro dos operadores do transporte fluvial entre outras. Ao total foram seis oitivas realizadas entre os meses de dezembro de 2022 a janeiro de 2023.

O transporte fluvial de passageiros no Pará teve grande repercussão nos diferentes veículos de comunicação, em nível regional e nacional, nos últimos meses do ano de 2022, não somente, pela sua relevância social para o povo amazônida, mas por se tratar de um direito à dignidade humana, que de forma recorrente, vem sendo violado. A maioria dos municípios e das comunidades da Amazônia brasileira, são verdadeiras “ilhas”, onde as malhas rodoviárias e ferroviárias praticamente inexistem como, por exemplo, é o caso do Arquipélago do Marajó.

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Segundo a Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon-Pa), cerca de 2 mil passageiros fazem viagens entre Belém e o Marajó, diariamente, em barcos regulares. Embarcações essas, que de acordo com as frequentes reclamações dos usuários, estão sempre muito cheias, apresentam pane constantemente, além de suspenderem viagens regulares de forma corriqueira. Soma-se a isso a ausência de condições mínimas para atracação e permanência de embarcações nestas comunidades, tanto as mais próximas quanto as mais afastadas da capital.

Com todos esses problemas nas embarcações regulares, é “normal” e ou “comum” que os usuários do transporte fluvial recorram aos barcos clandestinos para conseguir chegar ao destino. Nesse contexto, realizar estudos, discutir e buscar formas de aperfeiçoar a legislação referente à segurança da navegação, as condições necessárias para melhorar a qualidade da prestação de serviços e a sensibilização de usuários e prestadores de serviço de transporte fluvial sobre os direitos e deveres envolvidos nesse meio de locomoção, é uma necessidade premente, sendo esses, os motivos que justificaram a instalação da presente Comissão.

Mais informações

Segundo a Marinha do Brasil, somente até o mês de setembro de 2022, já haviam sido feitos 60 registros de problemas com embarcações. 

No Estado do Pará, são transportados, anualmente, 5 milhões de passageiros. Dos seus 144 municípios, 115 têm acesso fluvial e mais da metade dependem, exclusivamente, dessa via para seu desenvolvimento econômico e social diante deste dado, o relatório produzido pela Comissão de Estudos aponta caminhos na agenda política com recomendações aos órgãos governamentais competentes para alcançar um patamar civilizatório mais avançado para milhares de paraenses e de outras paragens do Brasil e do mundo que visitam o nosso Estado, com segurança e conforto.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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