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CPI da Vale reúne com Fiepa e debate políticas de desenvolvimento

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação da empresa Vale S.A no Pará reuniu nesta quarta – feira (25.05) com a diretoria executiva da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa).

O objetivo do encontro foi apresentar os trabalhos da comissão, debater políticas de desenvolvimento para o setor empresarial, buscar o apoio da instituição e estreitar as relações com o sistema Fiepa, formado por uma rede de empresas, incluindo grandes multinacionais, dentre elas a mineradora Vale.

Para o vice-presidente da CPI, deputado Carlos Bordalo, o apoio da Fiepa é importante para ampliar as discussões relacionadas ao desenvolvimento industrial. 

José Conrado e o deputado Carlos Bordalo

“O nosso trabalho também é agregar o potencial do estado às contribuições setoriais e nós não podemos pensar em um modelo minerário do Pará sem pensar na indústria. Portanto, valorizamos a importância da Federação das Indústrias do Pará, que ao longo dos anos tem dado uma contribuição muito significativa ao desenvolvimento do estado”, afirmou.

Na ocasião foram discutido temas como a regularização de áreas de garimpo, urgência da Ferrogrão, criação do consórcio intermunicipal entre os municípios paraenses impactados e afetados pela mineração, investimentos em Pecém-complexo Siderúrgico da Vale no Ceará; ausência de precificação do ouro extraído no Projeto Salobo, em Marabá,  exportado como cobre concentrado; falta de verticalização da produção, além  da rastreabilidade e operacionalização do açaí, a partir do plantio ao consumidor final.

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De acordo com o presidente da Fiepa, José Conrado, o trabalho da CPI é importante para elaboração de políticas públicas que venham destravar o setor tributário e promover o desenvolvimento no setor empresarial.

José Conrado e o deputado Carlos Bordalo

“Muito oportuna essa visita. Acompanho o trabalho da CPI e vejo como positiva para a contribuição do estado, principalmente para novas ações. É importante ter essas grandes empresas aqui, mas é preciso que elas se integrem mais com o sistema Fiepa, governo e Legislativo”, destacou.

Para o vice-presidente, José Maria Mendonça, o maior entrave do crescimento econômico é tributário. Ele defendeu a elaboração de novas medidas tributárias para o setor empresarial.

Marcel Souza e José Maria Mendonça

“Precisamos pensar um modelo de políticas públicas que venha fomentar o desenvolvimento e a CPI pode nos ajudar com projetos que dêem segurança às nossas indústrias”, ressaltou.

Na oportunidade, o deputado convidou a Fiepa para participar de oitivas e prestar esclarecimentos sobre a relação da entidade com a empresa Vale e seus projetos de desenvolvimento na área da mineração. Após o encontro, o parlamentar foi agraciado com a publicação do livro alusivo às comemorações de duas décadas da trajetória do Sistema Fiepa, intitulado de “20 anos – Pioneirismo no desenvolvimento local”.  

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Também participaram da reunião, Marcel Souza, Executivo de Gestão, Ivanildo Pontes, Gerente Executivo e Solange Mota, presidente do Sindicato das Indústrias de Frutas e Derivados do Estado do Pará (Sindfrutas).

 Atuação

Desde o início das atividades, os membros da comissão trabalham para apurar questões como a concessão de incentivos fiscais à empresa,  descumprimento de condicionantes, ausência de segurança em barragens, repasses incorretos de recursos aos municípios e outros fatos ligados ao desenvolvimento do estado, como exemplo a ausência de projetos de verticalização da produção local.

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PARÁ

Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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