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OAB atua para construir pontes na representação da advocacia

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Os 100 dias da nova gestão da OAB Nacional foram marcados pela pauta institucional, a representação da advocacia brasileira perante a sociedade, organizações civis e entidades internacionais. Durante esse período, o presidente nacional, Beto Simonetti, recebeu e visitou presidentes, ministros e representantes de dezenas de associações que buscam parcerias com a Ordem.

A defesa da advocacia é a principal missão da nova gestão da entidade e a pauta institucional passa pela representação da classe perante a sociedade civil organizada. Simonetti buscou destacar o novo foco da entidade na defesa das prerrogativas e dos honorários da advocacia.

Após o primeiro mês da gestão, em que Simonetti representou a advocacia perante os tribunais superiores, o Congresso Nacional e o Ministério Público, o novo presidente da OAB Nacional abriu as portas da entidade para receber dezenas de representantes de entidades e associações de diversas categorias da sociedade brasileira.

Agenda intensa

Simonetti, a diretoria e presidentes de comissões cumpriram intensa agenda em Brasília, na representação da advocacia, abrindo o diálogo da classe com dezenas de organizações, trazendo benefícios para os advogados e advogadas de todo o país.

As ações institucionais tiveram início em março. Logo no começo do mês, Simonetti se reuniu com o Conselho de Colégios e Ordens de Advogados do Mercosul (COADEM). Entre as pautas estavam a regularização e a validação dos diplomas e a reciprocidade entre os países do grupo. O evento aconteceu de forma virtual. “A reunião com o COADEM versou sobre a permanência dos estudos e avanços quanto à reciprocidade da advocacia no Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, tendo como pautas prioritárias a regularização e a validação dos diplomas dos cursos de direito de correciprocidade entre os países”, explicou Simonetti na ocasião.

Beto Simonetti também se reuniu com o presidente do Fórum Nacional dos Juizados Especiais (Fonaje), Alexandre Chini. Eles conversaram sobre melhorias e aperfeiçoamento do sistema dos juizados. O diretor-tesoureiro da Ordem, Leonardo Campos, também participou da audiência. O encontro serviu para abordar vários aspectos referentes ao sistema dos Juizados Especiais, sobretudo no que se refere à aplicação da Lei 9.099/95. Simonetti e Chini trataram de pautas comuns que podem ser trabalhadas pelas entidades, com o objetivo de preservar o rito sumaríssimo dos juizados, bem como o combate às demandas predatórias e às fraudes.

Na mesma semana, o presidente da OAB Nacional recebeu a Medalha Amigo do Comércio da Confederação Nacional do Comércio (CNC), em cerimônia realizada no Rio de Janeiro. A honraria reconhece personalidades que defendem o Sistema Comércio. “A necessária integração entre a Ordem dos Advogados do Brasil e a Confederação Nacional do Comércio é vital para que possamos suplantar este momento trágico que vivemos na humanidade. Por um lado, a Ordem defendendo o direito à vida e à liberdade, e por outro lado, a CNC defendendo a empregabilidade e a geração de renda neste país”, apontou. “Esta integração é necessária e se impõe neste momento para que estejamos unidos e possamos trazer mais progresso para o Brasil”, afirmou Simonetti ao receber a homenagem.

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Excelências femininas

Enquanto o presidente da Ordem recebia a homenagem da CNC, a OAB também marcava presença em um importante fórum em defesa da advocacia trabalhista. A presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Cristiane Damasceno, participou do ato de criação do observatório feminino do Tribunal Superior do Trabalho (TST), com o objetivo de combater as desigualdades no âmbito da Justiça do Trabalho. “Nos colocamos à disposição do TST para colaborar com o que se fizer necessário com o Observatório de Excelências Femininas, que será coordenado pela ministra Morgana de Almeida Richa”, disse Cristiane ao final do ato.

Ainda no mesmo mês, Simonetti recebeu a visita de dirigentes de associações de representantes de defensores públicos estaduais. O procurador nacional de Defesa das Prerrogativas, Alex Sarkis, e o presidente da OAB-TO, Gedeon Pitaluga, também participaram. Entre os assuntos da pauta, constavam a importância das prerrogativas, o fortalecimento do Sistema de Justiça, as agendas legislativas comuns às duas carreiras e, principalmente, a iniciativa de derrubar a narrativa errônea de que advocacia e defensoria ocupam polos opostos. Para Simonetti, a defesa de prerrogativas e do próprio direito de defesa são aspectos comuns às profissões.

Simonetti teve debates ainda com a Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas (Abrat), para tratar de questões relativas ao exercício profissional da advocacia trabalhista, bem como debater pautas da classe em trâmite nos tribunais estaduais, federais e no TST. Um dos principais assuntos do encontro foi a preocupação com a extinção de varas trabalhistas pelo país. “A OAB é manifestamente contrária à medida, visto que limitar ou restringir o ingresso do cidadão a essas unidades judiciais viola o próprio acesso à Justiça”, apontou o presidente Beto Simonetti.

O novo presidente da Ordem teve encontros ainda com a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), com o objetivo de debater parcerias entre as duas entidades. Simonetti afirmou que os tribunais de contas estaduais constituem um nicho da advocacia que é pouquíssimo explorado. Assim, seria importante olhar para essa área com mais atenção. Ainda segundo o presidente, é oportuno “construir pautas positivas tanto para a advocacia como também para os tribunais, de forma a prestigiar não só a advocacia, o que não é uma retórica, mas a cidadania, que precisa buscar no tribunal o amparo que a sociedade espera”.

Advocacia municipalista

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Representantes da Associação Brasileira da Advocacia Municipalista (ABAM) também se reuniram com Simonetti em março, com o objetivo de debater parcerias e ações conjuntas. “A advocacia municipalista representa uma especialidade que muitas vezes obtêm revezes na Justiça pelo caráter parecerista que tem. A Ordem está atenta e vigilante a esse tema, fazendo valer a autonomia e independência da advocacia quando expede seus pareceres. Nesse sentido, atuamos em processos em todos os tribunais regionais e nos tribunais superiores para reverter esse quadro”, disse Simonetti no encontro.

A OAB Nacional e a Associação dos Advogados Públicos Federais (Anafe) também realizaram um diálogo institucional em março. Na ocasião, Simonetti destacou que a OAB não faz qualquer distinção representativa entre a advocacia pública e a privada. “Somos todos advogados, somos todos a voz do cidadão. O que buscamos é o fortalecimento da profissão como um todo, seja na esfera privada ou na pública. Na pública, a Ordem batalha para que a advocacia tenha a tão sonhada autonomia efetiva e o respeito irrestrito às suas prerrogativas”, apontou.

Por fim, Simonetti recebeu ainda representantes Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), para discutir pautas comuns em defesa das garantias individuais, e uma comitiva da Ação da Cidadania, para tratar de estratégias no combate à fome no Brasil.

OAB Internacional

Abril foi marcado pela representação internacional da OAB. Simonetti se reuniu com representantes e entidades para defender e apresentar a advocacia brasileira no exterior. As atividades começaram na verdade, um pouco antes, em 30 de março, quando o presidente da Ordem recebeu, em Brasília, o magistrado de ligação da Embaixada da França e representante da Escola Nacional da Magistratura Francesa, Alain Zakrajsek.

O encontro teve o intuito de promover o estreitamento de laços entre a Ordem e a embaixada, bem como compartilhar informações sobre a estrutura e o funcionamento dos sistemas jurídicos brasileiro e francês. Na ocasião, Zakrajsek solicitou a Simonetti a sugestão de nomes da advocacia para proferirem palestras jurídicas em dois eventos que serão realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Ainda em abril, Simonetti representou a advocacia brasileira no Fórum de Integração Brasil-Europa (FIBE), em Lisboa. O objetivo do evento era reunir autoridades judiciais e reguladoras, professores e especialistas, que atuam no Brasil, Portugal e em organismos internacionais para promover trocas de experiências e fomentar um ambiente mais propício no país para estimular investimentos.

Aproveitando a passagem por Portugal, o presidente da Ordem teve reunião institucional com a Ordem dos Advogados de Portugal. “Nós falamos sobre a possibilidade de promover eventos de integração entre as duas entidades e de apoio institucional recíproco”, disse Simonetti na ocasião.

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Conselho Federal esclarece inclusão de novos conteúdos no 38º Exame de Ordem

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Conforme previsto em Provimento aprovado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), o 38º Exame de Ordem Unificado (EOU) terá a inclusão de três áreas na avaliação: Direito Eleitoral, Financeiro e Previdenciário. O total de questões da primeira fase permanecerá o mesmo, 80. Contudo, as áreas de Direito Administrativo, Direito Civil, Processo Civil e Direito Empresarial terão 1 questão a menos, cada, a fim de incluir duas questões de cada um dos novos conteúdos inseridos na prova.

O aperfeiçoamento do EOU tem sido alvo de reuniões recorrentes entre o presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem do Conselho Federal, Marco Aurélio de Lima Choy, o presidente da Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado, Celso Barros Coelho Neto, e a Fundação Getulio Vargas, responsável pela aplicação da prova.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, explica que a atuação da entidade para a melhoria dos cursos de direito e para incremento da avaliação se pauta pela responsabilidade em fornecer à sociedade profissionais habilitados a exercerem a advocacia. “Nossa gestão luta, diuturnamente, pela modernização do ensino jurídico brasileiro, sem dispor de sua qualidade, eficiência e superioridade técnico-científica. Esse é o nosso desafio e o nosso compromisso”, afirma.

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O professor Choy reforça a importância da avaliação para a sociedade brasileira e para o mercado de trabalho. “O Exame de Ordem tem de refletir as demandas atuais do exercício da advocacia. Há uma necessidade constante de atualização da prova em relação aos conteúdos desenvolvidos nas Faculdades de Direito e a sua observância no âmbito das Diretrizes Curriculares Nacionais”, explica. Choy ressalta, ainda, o trabalho realizado pela Fundação Getulio Vargas na organização da terceira maior prova do país.

O Coordenador do Exame, Celso Barros, por sua vez, explica que a introdução de novos conteúdos na prova contempla o anseio de professores e Instituições de Ensino Superior e, principalmente, da Sociedade Brasileira. “Na atualidade, é imprescindível o conteúdo de Direito Eleitoral, Direito Previdenciário e Direito Financeiro para atuação de advogados e advogadas. São áreas que ganharam muita importância nos últimos anos e demandam conhecimentos específicos”, justifica.

Fonte: OAB Nacional

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