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Ministro Luiz Fux diz que TV e Rádio Justiça são patrimônio da cidadania

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, disse, nesta quinta-feira (9), que a TV e a Rádio Justiça são um verdadeiro patrimônio da cidadania, cumprindo o dever de levar informação à sociedade e de dar transparência aos julgamentos da Suprema Corte. Segundo ele, a liberdade de informação concretizado por meio das duas emissoras é irreversível e inegociável. A fala do ministro foi proferida na abertura da audiência pública que discute um novo modelo de negócio para os dois veículos.

Em seu discurso, Fux defendeu estratégias que permitam à TV e à Rádio Justiça, a médio e longo prazo, dar continuidade sustentável de suas atividades. Segundo ele, as equipes técnicas da comissão multidisciplinar do STF e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com quem o Supremo assinou um acordo de cooperação técnica para discutir o assunto, fixaram algumas premissas.

A primeira é a redução da dependência do Orçamento da União no financiamento das emissoras. Além disso, os veículos precisam de CNPJ próprio para buscarem autonomia financeira e instalações adequadas e definitivas. “Vivemos na era da eficiência. A prestação da justiça, a elaboração das leis, o Direito e o resultado das decisões têm que ser eficientes”, destacou.

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Transparência

Segundo ele, um dos maiores deveres de um órgão público é exatamente o dever de informação. “A TV Justiça e a Rádio Justiça têm transmitido as sessões para que a população tenha a informação necessária, que significa cidadania. A cidadania se constrói por meio das liberdades de informação, de imprensa e de pensamento. Somos um dos poucos tribunais do mundo que exibem ao vivo os julgamentos e as audiências públicas”, frisou.

O presidente do STF lembrou que as emissoras foram idealizadas para explicar o funcionamento do Poder Judiciário e traduzir as decisões em uma linguagem mais fácil. “Tudo com a finalidade de tornar a Justiça brasileira mais transparente. O Supremo Tribunal Federal atua quando é proposta uma ação. O Judiciário é um poder neutro, equidistante, exatamente para não perder a imparcialidade”, ponderou.

Modernização

De acordo com o ministro Luiz Fux, as emissoras precisam de recursos para modernização do parque tecnológico de forma a avançar e fazer frente ao novo momento da comunicação, com o avanço da internet, do streaming e das redes sociais. “Pela idade das duas, precisamos cada vez mais nos aprimorar para alcançar o maior número de público possível, forjando uma cidadania brasileira perene e hígida”, concluiu. A TV Justiça completa 20 anos em agosto deste ano. Já a Rádio Justiça foi criada há 18 anos.

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Evento

A audiência ocorre até às 18h e está sendo transmitida pelo canal do STF no YouTube. Confira mais informações aqui.

RP/AD

8/6/2022 – Audiência pública discutirá, nesta quinta-feira (9), novo modelo de negócio da TV e da Rádio Justiça

Fonte: STF

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Presidente do STF Rosa Weber participa de encontro do Judiciário no TRF-4 e inaugura novas instalações do TRE-RS

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A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Rosa Weber, encerrou, na sexta-feira (12), em Porto Alegre (RS), o III Encontro Nacional de Memória do Poder Judiciário (Enam). No evento, realizado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ela recebeu uma placa pelo reconhecimento de sua atuação na defesa dos direitos humanos e na preservação, valorização e difusão da memória do Judiciário.

Em seu discurso, a presidente do STF e do CNJ enfatizou o papel fundamental do Judiciário no atual contexto do país. “Reafirma-se a ideia de um Judiciário unido e forte, ideia que há de ser amplamente difundida como contraponto à campanha de desinformação que alimentou a gênese dos atos criminosos do último dia 8 de janeiro”, afirmou.

Memória institucional

A ministra Rosa Weber ressaltou que o Judiciário deve preservar a memória institucional para que o episódio não seja esquecido e como uma condição para que não se repita. “E para que relembremos, sempre, a indispensabilidade do cultivo diuturno da nossa democracia e do aperfeiçoamento das instituições democráticas no Brasil. Uma sociedade sem história está condenada a repetir os seus erros”, ponderou.

Diretrizes

O III Enam, que reuniu mais de 350 magistradas, magistrados, servidoras e servidores do Judiciário de todo o Brasil, teve por objetivo traçar diretrizes para dar um tratamento adequado aos documentos relevantes, para preservação da sua história, demonstrando seu papel na construção da cidadania do povo brasileiro.

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O evento teve por tema “Estruturando a memória” e foi promovido de forma conjunta pelo CNJ e cincos tribunais gaúchos: TRF-4, Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) e o Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (TJM-RS).

Medalha Moysés Vianna

Ainda na sexta-feira, a ministra Rosa Weber participou da instalação da nova sede do TRE-RS, no Centro Histórico de Porto Alegre. Na ocasião, ela recebeu a Medalha Moysés Vianna do Mérito Eleitoral, mais alta distinção da Justiça Eleitoral gaúcha, destinada a personalidades que tenham se destacado em matéria de Direito Eleitoral ou no aperfeiçoamento da Justiça Eleitoral.

O presidente do TRE-RS, desembargador Francisco José Moesch, destacou a trajetória exemplar da ministra de dedicação ao serviço público e aos direitos humanos. Frisou ainda a importância do trabalho dela à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2018, quando impulsionou o cadastramento biométrico nacional.

Marco de resiliência, determinação e tenacidade

O ministro do STF e presidente do TSE, Alexandre de Moraes, enviou mensagem alusiva à condecoração recebida pela ministra Rosa Weber. Ele destacou a firme e efetiva atuação dela na reconstrução do Supremo após a invasão do 8 de janeiro, ressaltando que sua “liderança construtiva é um marco de resiliência, determinação e tenacidade”.

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Veja a íntegra da mensagem do ministro Alexandre de Moraes
Foi o Rio Grande do Sul que produziu José Francisco de Assis Brasil, pai da nossa Justiça Eleitoral, e Moysés Antunes Vianna, juiz que, aqui mesmo, no Rio Grande, deu a vida pela correção eleitoral, já nos primeiros anos de vigência do Código Eleitoral Assis Brasil.

Por tudo isso, é muito significativo ver agraciada com a Medalha Moysés Vianna a Ministra Rosa Weber, cinco meses após o infame 08 de janeiro em que a sede do Supremo Tribunal Federal foi vilipendiada por vendilhões da democracia. Vossa Excelência, caríssima Ministra Rosa Weber, em menos de um mês promoveu a reconstituição do Supremo, retomando os trabalhos já no dia 1º de fevereiro seguinte. Assim, a liderança construtiva de Vossa Excelência é um marco de resiliência, determinação e tenacidade.

Em nome do Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Alexandre de Moraes, tenho a imensa satisfação de parabenizar Vossa Excelência, Ministra Rosa Weber, pela Medalha Moysés Vianna, concedida pela Corte Eleitoral gaúcha, cuja Escola recebe o nome de outro grande filho dos pampas, Paulo Brossard de Souza Pinto, assim como Vossa Excelência, antigo Presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Vossa Excelência honra o Rio Grande, a Justiça brasileira e o nosso País!

Com informações e fotos do CNJ, TRF-4 e TRE-RS.

Fonte: STF

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