BELÉM

STF

Ministra Rosa Weber encerra o ano com esperança de mais tolerância e respeito

Published

on

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Rosa Weber, manifestou, nesta segunda-feira, sua esperança “de dias com mais tolerância e respeito e menos dissensões e desigualdades” no ano novo. Segundo ela, o STF se manterá firme em seu papel institucional como guardião da Constituição, “sempre na defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito”.

A ministra desejou que a Corte retorne, em fevereiro, com as forças recuperadas para enfrentar os desafios de 2023, e renovou sua fé quanto aos avanços civilizatórios, com a efetivação dos direitos fundamentais assegurados na Constituição Federal e nos instrumentos internacionais a que aderiu o Brasil.

Julgamentos

No balanço apresentado na sessão de encerramento, a ministra destacou, entre os julgamentos mais relevantes do ano, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6649 e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 695, sobre a legitimidade do compartilhamento de dados pessoais entre órgãos e órgãos públicos federais. Também elencou o Recurso Extraordinário (RE) 181666, em que foi firmado o dever estatal de garantir o atendimento em creche e pré-escola às crianças de até cinco anos de idade, o RE 1276977 (revisão da vida toda) e as quatro ADPFs sobre o orçamento secreto.

Repercussão geral

Em decorrência do julgamento de 33 ações com repercussão geral reconhecida, mais de 105 mil processos sobrestados (suspensos) em diversos tribunais do país foram liberados. Esse foi um dos dados divulgados pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, na sessão de encerramento do Ano Judiciário, na manhã desta segunda-feira (19).

Neste ano, 52 novos temas foram examinados sob a sistemática da repercussão geral. Em 36 deles, ela foi reconhecida, e, em 10, a jurisprudência da Corte foi reafirmada. Além disso, 9.602 processos foram devolvidos à origem para aplicação da sistemática.

Leia Também:  STF invalida normas de três estados e do Distrito Federal sobre atividade nuclear
Menor acervo

O atual acervo do Supremo é de 22.035 processos em tramitação, o menor dos últimos 27 anos e 8,5% inferior ao acervo de 31/12/2021. Neste ano, foram proferidas 87.983 decisões, das quais 75.351 monocráticas (85,64%) e 12.632 colegiadas (14,36%). Foram publicados 13.284 acórdãos.

Segundo a ministra Rosa Weber, até o dia 16/12, o STF havia recebido 69.767 processos, 8% menos que em 2021, sendo 20.677 originários e 49.090 recursais. Dessa forma, foi mantida, em termos gerais, a mesma proporção verificada em 2021. Foram baixadas 70.193 ações, número 0,61% superior ao de recebidas.

Neste ano, 52 novos temas foram examinados sob a sistemática da repercussão geral. Em 36 deles ela foi reconhecida, e, em 10, a jurisprudência da Corte foi reafirmada. Outros 9.602 processos foram devolvidos à origem para aplicação da sistemática.

Sessões

O Plenário realizou 77 sessões presenciais e 57 virtuais (15 delas extraordinárias), duas sessões solenes (abertura do Ano Judiciário e posse da ministra Rosa Weber na Presidência) e uma sessão especial (comemoração dos 34 anos da Constituição Federal). Ao todo, foram julgados 3.926 processos, 56 deles em sessões presenciais. O Tribunal também promoveu duas audiências públicas: uma sobre a autorização de novos cursos de Medicina e outra a respeito da população em situação de rua no Brasil.

Institucional

A ministra Rosa Weber também registrou as ações institucionais mais relevantes desde sua posse na Presidência, em 12/9, começando pela 4ª edição do Fórum de Justiça do BRICS (bloco composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Haikou (China), de que o STF participou, de forma telepresencial, com palestra em todas as mesas.

Além da sessão especial no Plenário, o 34º aniversário da Constituição Federal também contou com o lançamento de uma edição comemorativa da Carta Magna, de um selo personalizado e de um carimbo, com uma exposição fotográfica e um documentário da TV Justiça.

Leia Também:  1ª Turma confirma recondução do governador de Alagoas ao cargo
Publicações

A presidente do STF destacou, ainda, o lançamento de cinco volumes da série “Bibliografia, Legislação e Jurisprudência Temática”: “Chamamento Público para o Funcionamento de Novos Cursos de Medicina”, “Direito Eleitoral”, “População em Situação de Rua”, “Convenção Americana sobre Direitos Humanos” e “Consciência Negra”, este no âmbito das homenagens ao Dia Nacional da Consciência Negra, cuja celebração foi acrescida de exposição.

Outras mostras exibidas foram 18 fotografias de Sebastião Salgado do projeto “Amazônia” e uma em comemoração ao aniversário de 30 anos do Decreto 678/1992, que promulgou o Pacto de São José da Costa Rica no Brasil.

Cooperação acadêmica e científica

A ministra Rosa Weber citou duas palestras da série “Diálogos com o Supremo”: a do professor Armin Von Bogdandy, diretor do Instituto Max Planck de Direito Público Comparado e Direito Internacional Público, sobre o sistema interamericano de direitos humanos, e a da professora Giséle Szczyglak, doutora em Filosofia Política, em relação à liderança feminina como meio de proporcionar a equidade.

Na mesma perspectiva da cooperação acadêmica e científica, houve o intercâmbio com base no Acordo de Cooperação com a Universidade de Münster (Alemanha) e o IV Encontro Nacional de Precedentes Qualificados, em parceria com o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Avanços administrativos

Na seara administrativa, a ministra citou a criação da Assessoria de Inteligência Artificial e do Centro de Soluções Alternativas de Litígios (Cesal), voltado a integrar o Centro de Mediação e Conciliação, o Centro de Cooperação Judiciária, ambos já existentes, e o recém constituído Centro de Coordenação de Apoio às Demandas Estruturais e Litígios Complexos.

RP//CF

Fonte: STF

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

STF

Presidente do STF Rosa Weber participa de encontro do Judiciário no TRF-4 e inaugura novas instalações do TRE-RS

Published

on

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Rosa Weber, encerrou, na sexta-feira (12), em Porto Alegre (RS), o III Encontro Nacional de Memória do Poder Judiciário (Enam). No evento, realizado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ela recebeu uma placa pelo reconhecimento de sua atuação na defesa dos direitos humanos e na preservação, valorização e difusão da memória do Judiciário.

Em seu discurso, a presidente do STF e do CNJ enfatizou o papel fundamental do Judiciário no atual contexto do país. “Reafirma-se a ideia de um Judiciário unido e forte, ideia que há de ser amplamente difundida como contraponto à campanha de desinformação que alimentou a gênese dos atos criminosos do último dia 8 de janeiro”, afirmou.

Memória institucional

A ministra Rosa Weber ressaltou que o Judiciário deve preservar a memória institucional para que o episódio não seja esquecido e como uma condição para que não se repita. “E para que relembremos, sempre, a indispensabilidade do cultivo diuturno da nossa democracia e do aperfeiçoamento das instituições democráticas no Brasil. Uma sociedade sem história está condenada a repetir os seus erros”, ponderou.

Diretrizes

O III Enam, que reuniu mais de 350 magistradas, magistrados, servidoras e servidores do Judiciário de todo o Brasil, teve por objetivo traçar diretrizes para dar um tratamento adequado aos documentos relevantes, para preservação da sua história, demonstrando seu papel na construção da cidadania do povo brasileiro.

Leia Também:  Ministra Rosa Weber dá posse a secretários e assessores que atuarão na gestão

O evento teve por tema “Estruturando a memória” e foi promovido de forma conjunta pelo CNJ e cincos tribunais gaúchos: TRF-4, Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) e o Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (TJM-RS).

Medalha Moysés Vianna

Ainda na sexta-feira, a ministra Rosa Weber participou da instalação da nova sede do TRE-RS, no Centro Histórico de Porto Alegre. Na ocasião, ela recebeu a Medalha Moysés Vianna do Mérito Eleitoral, mais alta distinção da Justiça Eleitoral gaúcha, destinada a personalidades que tenham se destacado em matéria de Direito Eleitoral ou no aperfeiçoamento da Justiça Eleitoral.

O presidente do TRE-RS, desembargador Francisco José Moesch, destacou a trajetória exemplar da ministra de dedicação ao serviço público e aos direitos humanos. Frisou ainda a importância do trabalho dela à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2018, quando impulsionou o cadastramento biométrico nacional.

Marco de resiliência, determinação e tenacidade

O ministro do STF e presidente do TSE, Alexandre de Moraes, enviou mensagem alusiva à condecoração recebida pela ministra Rosa Weber. Ele destacou a firme e efetiva atuação dela na reconstrução do Supremo após a invasão do 8 de janeiro, ressaltando que sua “liderança construtiva é um marco de resiliência, determinação e tenacidade”.

Leia Também:  AÇÚCAR/CEPEA: Entressafra 2022/23 se encerra com preços estáveis

Veja a íntegra da mensagem do ministro Alexandre de Moraes
Foi o Rio Grande do Sul que produziu José Francisco de Assis Brasil, pai da nossa Justiça Eleitoral, e Moysés Antunes Vianna, juiz que, aqui mesmo, no Rio Grande, deu a vida pela correção eleitoral, já nos primeiros anos de vigência do Código Eleitoral Assis Brasil.

Por tudo isso, é muito significativo ver agraciada com a Medalha Moysés Vianna a Ministra Rosa Weber, cinco meses após o infame 08 de janeiro em que a sede do Supremo Tribunal Federal foi vilipendiada por vendilhões da democracia. Vossa Excelência, caríssima Ministra Rosa Weber, em menos de um mês promoveu a reconstituição do Supremo, retomando os trabalhos já no dia 1º de fevereiro seguinte. Assim, a liderança construtiva de Vossa Excelência é um marco de resiliência, determinação e tenacidade.

Em nome do Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Alexandre de Moraes, tenho a imensa satisfação de parabenizar Vossa Excelência, Ministra Rosa Weber, pela Medalha Moysés Vianna, concedida pela Corte Eleitoral gaúcha, cuja Escola recebe o nome de outro grande filho dos pampas, Paulo Brossard de Souza Pinto, assim como Vossa Excelência, antigo Presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Vossa Excelência honra o Rio Grande, a Justiça brasileira e o nosso País!

Com informações e fotos do CNJ, TRF-4 e TRE-RS.

Fonte: STF

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA