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Atuação de Fux é ressaltada em sua última sessão à frente do STF

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Na última sessão presidida pelo ministro Fux, o ministro Luís Roberto Barroso, em nome do Supremo Tribunal Federal, prestou-lhe rápida homenagem, em que destacou a capacidade de liderança do presidente, especialmente em meio à pandemia da covid-19 e de outras circunstâncias pelas quais o país vem passando. Segundo o ministro, sua defesa firme e ponderada da democracia ajudou a atenuar radicalizações e a diminuir as tensões trazidas por ataques ao Tribunal e a seus ministros. “Aqui, ninguém respondeu ofensa com ofensa, agressão com agressão, grosseria com grosseria. Somos feitos de outro material e praticamos outros valores, ligados ao bem, à Justiça e ao respeito ao próximo. A gente na vida ensina sendo”, afirmou.

Barroso relembrou a trajetória e a amizade que os une há 42 anos e ressaltou a atuação de Fux nos últimos 11 anos como ministro do STF, em julgamentos históricos que relatou, como o da Lei da Ficha Limpa, do financiamento de campanha, da terceirização, do transporte de passageiros por aplicativos, das audiências de custódia, do marco legal do saneamento e do Código Florestal, entre outros.

Destacou, também, feitos de sua gestão na Presidência, como a criação da Secretaria de Gestão de Precedentes, a digitalização de 100% do acervo, a institucionalização da Agenda 2030 da ONU e a expansão do uso da Inteligência Artificial. No CNJ, citou a criação dos Observatórios dos Direitos Humanos e do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Poder Judiciário e o Banco Nacional de Precedentes, além do Programa Justiça 4.0 e a elaboração do anteprojeto de Reforma do Processo Administrativo e Tributário.

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, aderiu aos cumprimentos e disse que Fux honrou a existência do Supremo ao exercer seu mandato privilegiando uma prestação judicial cada vez mais digital, segura e célere. “Sempre se pautou com respeito à contribuição dos seus pares e pelo tratamento urbano em relação às partes e advogados, bem como pelo elevado respeito para com o MP”, disse.

Presente à sessão, o ministro aposentado Sepúlveda Pertence ressaltou a capacidade de Fux de “reagir quando necessário e ser cordial quando é preciso”.

Da mesma forma, o advogado-geral da União, Bruno Bianco, exaltou o êxito da gestão de Fux em período histórico caracterizado pela acelerada virtualização dos serviços públicos e pelo crescimento do acesso à Justiça. Bianco também agradeceu a forma respeitosa e republicana com a qual Fux tratou de assuntos de interesse do Brasil, principalmente os julgamentos relacionados às modificações legais temporárias implementadas em razão da pandemia da covid-19, de natureza orçamentária, financeira e trabalhista.

Em nome da advocacia, o presidente do Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), Beto Simonetti, cumprimentou Fux especialmente pela sensibilidade com as pautas da cidadania que marcou sua gestão e pela atenção direcionada aos direitos e às garantias fundamentais. Ressaltou, ainda, o respeito às prerrogativas da advocacia.

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O procurador-geral da Fazenda Nacional, Ricardo Soriano, afirmou que, durante a condução do STF e do CNJ nos últimos dois anos, o ministro Fux demonstrou muito equilíbrio e grande serenidade, com notável abertura ao diálogo.

A presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, falou em nome dos 14 mil juízes que a associação representa e destacou a marca deixada por Fux no CNJ e na gestão dos tribunais, graças “à sua história forjada nas trincheiras da magistratura”. A juíza lembrou que, sob a condução de Fux, o Judiciário brasileiro foi, nos últimos tempos, um forte pilar na sustentação da democracia.

VP, SP//CF

Fonte: STF

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Presidente do STF Rosa Weber participa de encontro do Judiciário no TRF-4 e inaugura novas instalações do TRE-RS

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A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Rosa Weber, encerrou, na sexta-feira (12), em Porto Alegre (RS), o III Encontro Nacional de Memória do Poder Judiciário (Enam). No evento, realizado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ela recebeu uma placa pelo reconhecimento de sua atuação na defesa dos direitos humanos e na preservação, valorização e difusão da memória do Judiciário.

Em seu discurso, a presidente do STF e do CNJ enfatizou o papel fundamental do Judiciário no atual contexto do país. “Reafirma-se a ideia de um Judiciário unido e forte, ideia que há de ser amplamente difundida como contraponto à campanha de desinformação que alimentou a gênese dos atos criminosos do último dia 8 de janeiro”, afirmou.

Memória institucional

A ministra Rosa Weber ressaltou que o Judiciário deve preservar a memória institucional para que o episódio não seja esquecido e como uma condição para que não se repita. “E para que relembremos, sempre, a indispensabilidade do cultivo diuturno da nossa democracia e do aperfeiçoamento das instituições democráticas no Brasil. Uma sociedade sem história está condenada a repetir os seus erros”, ponderou.

Diretrizes

O III Enam, que reuniu mais de 350 magistradas, magistrados, servidoras e servidores do Judiciário de todo o Brasil, teve por objetivo traçar diretrizes para dar um tratamento adequado aos documentos relevantes, para preservação da sua história, demonstrando seu papel na construção da cidadania do povo brasileiro.

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O evento teve por tema “Estruturando a memória” e foi promovido de forma conjunta pelo CNJ e cincos tribunais gaúchos: TRF-4, Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) e o Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (TJM-RS).

Medalha Moysés Vianna

Ainda na sexta-feira, a ministra Rosa Weber participou da instalação da nova sede do TRE-RS, no Centro Histórico de Porto Alegre. Na ocasião, ela recebeu a Medalha Moysés Vianna do Mérito Eleitoral, mais alta distinção da Justiça Eleitoral gaúcha, destinada a personalidades que tenham se destacado em matéria de Direito Eleitoral ou no aperfeiçoamento da Justiça Eleitoral.

O presidente do TRE-RS, desembargador Francisco José Moesch, destacou a trajetória exemplar da ministra de dedicação ao serviço público e aos direitos humanos. Frisou ainda a importância do trabalho dela à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2018, quando impulsionou o cadastramento biométrico nacional.

Marco de resiliência, determinação e tenacidade

O ministro do STF e presidente do TSE, Alexandre de Moraes, enviou mensagem alusiva à condecoração recebida pela ministra Rosa Weber. Ele destacou a firme e efetiva atuação dela na reconstrução do Supremo após a invasão do 8 de janeiro, ressaltando que sua “liderança construtiva é um marco de resiliência, determinação e tenacidade”.

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Veja a íntegra da mensagem do ministro Alexandre de Moraes
Foi o Rio Grande do Sul que produziu José Francisco de Assis Brasil, pai da nossa Justiça Eleitoral, e Moysés Antunes Vianna, juiz que, aqui mesmo, no Rio Grande, deu a vida pela correção eleitoral, já nos primeiros anos de vigência do Código Eleitoral Assis Brasil.

Por tudo isso, é muito significativo ver agraciada com a Medalha Moysés Vianna a Ministra Rosa Weber, cinco meses após o infame 08 de janeiro em que a sede do Supremo Tribunal Federal foi vilipendiada por vendilhões da democracia. Vossa Excelência, caríssima Ministra Rosa Weber, em menos de um mês promoveu a reconstituição do Supremo, retomando os trabalhos já no dia 1º de fevereiro seguinte. Assim, a liderança construtiva de Vossa Excelência é um marco de resiliência, determinação e tenacidade.

Em nome do Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Alexandre de Moraes, tenho a imensa satisfação de parabenizar Vossa Excelência, Ministra Rosa Weber, pela Medalha Moysés Vianna, concedida pela Corte Eleitoral gaúcha, cuja Escola recebe o nome de outro grande filho dos pampas, Paulo Brossard de Souza Pinto, assim como Vossa Excelência, antigo Presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Vossa Excelência honra o Rio Grande, a Justiça brasileira e o nosso País!

Com informações e fotos do CNJ, TRF-4 e TRE-RS.

Fonte: STF

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