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19º Prêmio Innovare revela vencedores de 2022 em cerimônia no STF

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A cerimônia de premiação das práticas vencedoras do 19º Prêmio Innovare, edição 2022, foi realizada nesta quarta-feira (7), no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as iniciativas ganhadoras estão projetos que aproximam jovens do Poder Judiciário, combatem a intolerância religiosa, acolhem mulheres vítimas de violência doméstica e gestantes em situação de vulnerabilidade e oferecem serviços judiciais à população em locais de difícil acesso.

Em 2022, foram enviadas 549 práticas de todo o país, que concorreram aos prêmios em oito categorias. Ministros e ministras do STF e de outros tribunais superiores anunciaram os vencedores dessa edição.

Banco de práticas

Há 19 anos, o Instituto Innovare vem se consolidando como importante instrumento de valorização de boas práticas que trazem melhorias para o sistema de justiça brasileiro. Atualmente, o banco de dados do Innovare possui mais de 8 mil práticas que podem ser consultadas e implementadas em qualquer localidade.

Jovens

O prêmio da primeira categoria do Innovare 2022 foi anunciado pela presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Rosa Weber. A prática vencedora na categoria Tribunal é o “Programa Formando Gerações”, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). Desde 2004, o projeto apresenta o trabalho do Poder Judiciário à comunidade escolar por meio da visita de estudantes. O grupo recebe informações sobre cidadania, direitos e deveres, estrutura e funcionamento dos Três Poderes.

Difícil acesso

O ministro Luiz Fux entregou o prêmio da categoria CNJ – Inovação e Acesso à Justiça – ao “Projeto Fórum Digital”, do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO). A iniciativa oferece serviços judiciais por meio eletrônico, de forma a ajudar a população que reside em locais de difícil acesso.

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Violência contra mulher

O “Projeto Borboleta”, também do TJ-RS, foi o vencedor da categoria Juiz. Desde 2011, a iniciativa promove atividades multidisciplinares nos juizados de violência doméstica e familiar contra a mulher, com atendimento diferenciado e humanizado, e também oferece aos ofensores a oportunidade de participar de grupos para a reeducação.

Intolerância religiosa

Na categoria Ministério Público, venceu a iniciativa “MP e Terreiros em diálogo construtivos” da Promotoria de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, do Ministério Público do Estado da Bahia. O trabalho busca fortalecer as relações entre comunidades de matrizes africanas e órgãos públicos, contribuindo para mitigar a intolerância religiosa e para promover os direitos dos povos de terreiro.

Catadores

A prática ganhadora na categoria da Defensoria Pública é o “Programa Mãos que Reciclam”, do Núcleo de Gestão Ambiental da Defensoria Pública do Estado da Bahia. O programa desenvolve ações para garantir o acesso dos catadores a condição digna e salubre de trabalho, de forma que sejam reconhecidos como agentes ambientais pela comunidade, pelo setor produtivo e pelo poder público.

Migrantes e refugiados

Na categoria Advocacia, recebeu o prêmio dessa edição a iniciativa “Assessoria Jurídica aos Migrantes e Refugiados”, de Boa Vista (RR). A prática promove acesso à Justiça através de assessoria jurídica gratuita para migrantes e refugiados em situação de extrema vulnerabilidade em Roraima. Desde novembro de 2019, a iniciativa regulariza a situação dessas pessoas e garante a elas direitos fundamentais e dignidade.

Redenção na Rua

A iniciativa “Mães e Filhos da Rua”, de São Paulo (SP), é a vencedora na categoria Justiça e Cidadania. Devido ao expressivo número de gestantes em situação de vulnerabilidade, de crianças e de pessoas diagnosticadas com tuberculose, em 2018 foi criado o consultório de rua Redenção, que promove atendimento integral à saúde das pessoas em situação de rua na região central de São Paulo por meio de práticas inclusivas.

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Adolescentes em situação de vulnerabilidade

O prêmio Destaque foi entregue ao projeto “Doe um Futuro”, realizado no Rio de Janeiro (RJ). A iniciativa ouve adolescentes em situação de vulnerabilidade para identificar quais os cursos que gostariam de fazer. Com essa informação, pesquisa instituições próximas ao abrigo onde o jovem está instalado e busca padrinhos que contribuam com o pagamento do curso, financiando a sua formação diretamente

Todas as práticas finalistas da edição 2022 podem ser conferidas no site do Innovare.

Innovare

Lançado em 2004, o Prêmio Innovare busca incentivar e divulgar práticas que contribuam com a modernização e o aprimoramento da prestação jurisdicional no país. O prêmio tem como objetivo reconhecer e disseminar práticas transformadoras e identificar ações concretas que resultem em transformações relevantes em rotinas consolidadas e que possam servir de exemplo.

A iniciativa é do Instituto Innovare, com a parceria institucional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep), da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), do Conselho Federal da OAB, da Associação Nacional dos Procuradores de República (ANPR), da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Justiça, com o apoio do Grupo Globo.

EC//CF

Fonte: STF

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Presidente do STF Rosa Weber participa de encontro do Judiciário no TRF-4 e inaugura novas instalações do TRE-RS

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A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Rosa Weber, encerrou, na sexta-feira (12), em Porto Alegre (RS), o III Encontro Nacional de Memória do Poder Judiciário (Enam). No evento, realizado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ela recebeu uma placa pelo reconhecimento de sua atuação na defesa dos direitos humanos e na preservação, valorização e difusão da memória do Judiciário.

Em seu discurso, a presidente do STF e do CNJ enfatizou o papel fundamental do Judiciário no atual contexto do país. “Reafirma-se a ideia de um Judiciário unido e forte, ideia que há de ser amplamente difundida como contraponto à campanha de desinformação que alimentou a gênese dos atos criminosos do último dia 8 de janeiro”, afirmou.

Memória institucional

A ministra Rosa Weber ressaltou que o Judiciário deve preservar a memória institucional para que o episódio não seja esquecido e como uma condição para que não se repita. “E para que relembremos, sempre, a indispensabilidade do cultivo diuturno da nossa democracia e do aperfeiçoamento das instituições democráticas no Brasil. Uma sociedade sem história está condenada a repetir os seus erros”, ponderou.

Diretrizes

O III Enam, que reuniu mais de 350 magistradas, magistrados, servidoras e servidores do Judiciário de todo o Brasil, teve por objetivo traçar diretrizes para dar um tratamento adequado aos documentos relevantes, para preservação da sua história, demonstrando seu papel na construção da cidadania do povo brasileiro.

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O evento teve por tema “Estruturando a memória” e foi promovido de forma conjunta pelo CNJ e cincos tribunais gaúchos: TRF-4, Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) e o Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (TJM-RS).

Medalha Moysés Vianna

Ainda na sexta-feira, a ministra Rosa Weber participou da instalação da nova sede do TRE-RS, no Centro Histórico de Porto Alegre. Na ocasião, ela recebeu a Medalha Moysés Vianna do Mérito Eleitoral, mais alta distinção da Justiça Eleitoral gaúcha, destinada a personalidades que tenham se destacado em matéria de Direito Eleitoral ou no aperfeiçoamento da Justiça Eleitoral.

O presidente do TRE-RS, desembargador Francisco José Moesch, destacou a trajetória exemplar da ministra de dedicação ao serviço público e aos direitos humanos. Frisou ainda a importância do trabalho dela à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2018, quando impulsionou o cadastramento biométrico nacional.

Marco de resiliência, determinação e tenacidade

O ministro do STF e presidente do TSE, Alexandre de Moraes, enviou mensagem alusiva à condecoração recebida pela ministra Rosa Weber. Ele destacou a firme e efetiva atuação dela na reconstrução do Supremo após a invasão do 8 de janeiro, ressaltando que sua “liderança construtiva é um marco de resiliência, determinação e tenacidade”.

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Veja a íntegra da mensagem do ministro Alexandre de Moraes
Foi o Rio Grande do Sul que produziu José Francisco de Assis Brasil, pai da nossa Justiça Eleitoral, e Moysés Antunes Vianna, juiz que, aqui mesmo, no Rio Grande, deu a vida pela correção eleitoral, já nos primeiros anos de vigência do Código Eleitoral Assis Brasil.

Por tudo isso, é muito significativo ver agraciada com a Medalha Moysés Vianna a Ministra Rosa Weber, cinco meses após o infame 08 de janeiro em que a sede do Supremo Tribunal Federal foi vilipendiada por vendilhões da democracia. Vossa Excelência, caríssima Ministra Rosa Weber, em menos de um mês promoveu a reconstituição do Supremo, retomando os trabalhos já no dia 1º de fevereiro seguinte. Assim, a liderança construtiva de Vossa Excelência é um marco de resiliência, determinação e tenacidade.

Em nome do Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Alexandre de Moraes, tenho a imensa satisfação de parabenizar Vossa Excelência, Ministra Rosa Weber, pela Medalha Moysés Vianna, concedida pela Corte Eleitoral gaúcha, cuja Escola recebe o nome de outro grande filho dos pampas, Paulo Brossard de Souza Pinto, assim como Vossa Excelência, antigo Presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Vossa Excelência honra o Rio Grande, a Justiça brasileira e o nosso País!

Com informações e fotos do CNJ, TRF-4 e TRE-RS.

Fonte: STF

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