BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Zequinha Marinho alerta para pobreza e corte de investimentos na Região Norte

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O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) lamentou, em pronunciamento na terça-feira (18), as condições de pobreza vividas pela população da Região Norte. O parlamentar citou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que apontam que 38,5% da população vive abaixo da linha da pobreza, enquanto 6% estão em extrema pobreza. E destacou que, apesar da redução nacional dos índices em 2023, a desigualdade persiste de forma intensa na região.

— O percentual de pessoas em situação de pobreza extrema na Região Norte chega a ser quatro vezes maior que o percentual do Centro-Oeste. […] É importante que o governo olhe para esses dados e reforce sua atenção no território, fazendo com que as políticas públicas cheguem até os cidadãos e que promovam a transformação na vida desses quase 26 milhões de brasileiros que vivem no norte do Brasil.

Zequinha também criticou o pacote fiscal enviado pelo governo, que prevê cortes de R$ 327 bilhões até 2030, tirando recursos que, segundo ele, seriam usados em obras federais de infraestrutura, reforma de aeroportos e construção de terminais fluviais. O senador afirmou que o Pará foi o estado mais afetado com os cortes, com uma redução de R$ 139,8 milhões em recursos destinados a obras de melhoria de infraestrutura e operações portuárias. Ele ressaltou que a região perderá, ao todo, R$ 205,5 milhões em investimentos.

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O parlamentar também chamou a atenção para o endividamento da população paraense e as dificuldades em áreas como habitação e saneamento, especialmente em Belém, que será sede da COP 30 em 2025.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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