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POLITÍCA NACIONAL

Zequinha diz que meta de redução de gases pode prejudicar o agronegócio

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O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) afirmou em pronunciamento no Plenário, nesta terça-feira (12), o início da COP 29 em Baku, Azerbaijão, onde o Brasil deverá apresentar uma nova meta climática para o Acordo de Paris. Pouco antes da COP 29, o governo anunciou que sua meta de redução de emissões líquidas de gases de efeito estufa será entre 59% e 67% até 2035, em comparação com os níveis de 2005. Essa meta equivale a uma redução de emissões de 850 milhões a 1,05 bilhão de toneladas de CO₂ em 2035, segundo o parlamentar.

O senador disse que ser preciso evitar restrições que possam prejudicar o agronegócio.

— Todo mundo sabe que o pano de fundo de tudo isso é a questão ambiental, mas, na verdade, é protecionismo comercial, principalmente na Europa e em outros países. A gente precisa estar alerta porque aquilo que querem que o Brasil faça, numa meta exorbitante, pode ser um castigo para a sociedade e para a economia brasileira. É preciso discutir com a sociedade para que se possa fazer alguma coisa racional e capaz de impactar menos o meio ambiente e a questão climática, mas não matar de fome aqueles que precisam plantar para comer — disse.

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Regularização fundiária

O parlamentar também defendeu o Projeto de Lei (PL) 3.874/2024, de sua autoria, que permite a utilização de títulos ambientais para regularizar propriedades e, ao mesmo tempo, preservar áreas naturais, segundo ele promovendo um equilíbrio entre produção e conservação.

— A ideia é que os títulos sejam usados no pagamento de tributos federais, estaduais e municipais, no abatimento de dívidas oriundas de multas, na execução de termos de ajustamento de conduta, etc., com vistas ao desembargo de áreas de produção agrícola. O projeto, além de fortalecer o mercado de títulos ambientais, irá promover a regularização das propriedades agrícolas, incentivar a preservação ambiental e contribuir para o crescimento econômico nacional, gerando empregos diretos e indiretos — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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