BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Zenaide questiona prioridades fiscais do governo e cobra ‘justiça tributária’

Published

on

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN), em pronunciamento no Plenário na segunda-feira (18), questionou as prioridades fiscais do governo, criticando cortes de gastos em áreas que ela considera essenciais. A parlamentar afirmou que, enquanto o governo implementa restrições, o Congresso Nacional “valida renúncias fiscais bilionárias para grandes empresas”.

— Se não pararmos de fazer renúncias fiscais bilionárias, até para quem deve Contribuição Social sobre o Lucro Líquido [CSLL], não vai ter saúde, não vai ter educação nem vai ter segurança pública neste país. Responsabilidade fiscal é de todos os Poderes — declarou.

Zenaide defendeu uma reforma tributária que inclua a taxação de lucros e dividendos, medida adotada em algum nível por quase todos os países do mundo. Segundo a senadora, o atual formato mantém a carga tributária concentrada em consumo e serviços, prejudicando trabalhadores de baixa renda, que continuam arcando com a maior parte dos impostos.

— Reforma tributária com justiça tributária é aquela que é para cobrar de quem ganha mais, e quem ganha menos paga menos. Olhe os Estados Unidos, que é muito citado aqui como exemplo de uma grande economia. Mais de 40% dos impostos são cobrados de quem tem lucros e dividendos. Aqui, como não se consegue taxar os grandes que lucram muito, os impostos vão para os serviços e o consumo — enfatizou.

Leia Também:  Inserção de cultura oceânica no currículo escolar passa na CMA

A senadora também defendeu a aprovação de duas propostas de emenda à Constituição de sua autoria: a PEC 79/2019, que limita os juros de cartões de crédito e cheques especiais, e a PEC 44/2019, que amplia os recursos para o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Ambas estão em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

Published

on

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Leia Também:  Inserção de cultura oceânica no currículo escolar passa na CMA

— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA