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Viaduto no Piauí pode receber nome do engenheiro Severo Eulálio Filho

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A Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou nesta terça-feira (8) o projeto de lei que denomina Viaduto Severo Eulálio Filho o viaduto localizado na BR-343, na Ladeira do Uruguai, que fica na Zona Leste de Teresina, capital do Piauí. O PL 2.829/2024, do senador Marcelo Castro (MDB-PI), recebeu parecer favorável do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), apresentado pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

Conhecido como “Severinho”, o engenheiro piauiense Severo Eulálio Filho teve a trajetória marcada por importantes cargos na gestão pública, incluindo o de diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagem do Piauí, engenheiro e diretor técnico da Agência de Águas e Esgotos do Piauí, coordenador-geral da Fundação Nacional de Saúde, superintendente de obras públicas da Secretaria de Infraestrutura do Piauí e suplente de senador. Marcelo Castro destacou que a atuação do engenheiro foi fundamental na construção de obras estruturantes no estado, como as vias rodoviárias: 

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— Ele teve toda a sua vida dedicada ao serviço público. É uma pessoa da mais alta relevância na área do serviço público, na área da infraestrutura, e estamos dando nome a um viaduto da Ladeira do Uruguai que desafogou o trânsito de Teresina, na BR-343. 

Para Veneziano, que deu voto favorável à proposta, a denominação será um tributo ao engenheiro por suas valiosas contribuições ao estado e uma forma de criar uma lembrança permanente de seu trabalho em prol do povo piauiense.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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