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POLITÍCA NACIONAL

Vai a Plenário projeto que cria Grupo Parlamentar Brasil-República Tcheca

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A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quarta-feira (27) a criação do Grupo Parlamentar Brasil-República Tcheca.

Essa medida está prevista no PRS 8/2024, projeto de resolução apresentado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). A relatora da matéria foi a senadora Margareth Buzetti (PSD-MT). Agora o projeto segue para votação no Plenário do Senado.

De acordo com a proposta, o objetivo do grupo será incentivar as relações bilaterais entre os legislativos dos dois países. O texto prevê que essa cooperação poderá ocorrer por meio de visitas parlamentares; realização de eventos; permuta periódica de publicações e trabalhos sobre matéria legislativa; e intercâmbio de experiências.

No texto em que defende a criação do grupo, Soraya Thronicke afirma que “a agenda bilateral entre os países ganhou impulso com o fim do regime comunista”. Ela também avalia que “a instituição da Comissão Mista Bilateral em 2009, a parceria entre a Embraer e a indústria aeronáutica checa, bem como a aproximação entre agências espaciais representaram novas possibilidades para o aprofundamento e a diversificação do relacionamento bilateral”.

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Com uma população de aproximadamente 10,8 milhões de habitantes, a República Tcheca está́ localizada na Europa Central. Soraya Thronicke ressalta que a economia desse país “se concentra nos setores de serviços, indústria e inovação, e caracteriza-se por grande integração com a economia europeia e pela busca de diversificação de parceiros comerciais, fatores responsáveis pelo dinamismo de seu setor exportador”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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