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TV Câmara lança minidocumentário sobre quilombo urbano no Maranhão

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Formado por quatro bairros da periferia de São Luís (MA) – Camboa, Liberdade, Fé em Deus e Diamante -, o quilombo da Liberdade é atualmente o maior território localizado em meio urbano da América Latina e reúne cerca de 160 mil pessoas. Por sua riqueza cultural pautada pela valorização da ancestralidade negra, o quilombo também se tornou um roteiro de turismo de experiência que atrai turistas cada vez mais.

A iniciativa é tema de um minidocumentário, feito em parceria com o Sebrae, que será exibido nesta quinta-feira (26), às 20h30, na TV Câmara.

A proposta do “Roteiro Quilombo Cultural de São Luís”, como é conhecido, é apresentar a essência do termo quilombo urbano, demarcado pela existência de bairros constituídos por remanescentes de quilombos. Além disso, a iniciativa busca a valorização da identidade étnica quilombola e proporciona uma experiência inesquecível aos viajantes.

O Quilombo da Liberdade foi iniciado em 2021, com o mapeamento de mais de 200 manifestações culturais como os barracões do Bumba Meu Boi, que são espaços onde acontecem a produção das vestimentas, terreiros, casas de reggae, casas de Tambor de Crioula e sedes dos Blocos Afro e Blocos Tradicionais.

Atualmente, 10 locais fazem parte do roteiro: 1) Mercado Municipal da Liberdade; 2) Terreiro Ylé Ashé Obá Yzôo; 3) Bloco Tradicional Os Indomáveis Show; 4) Bumba meu Boi da Floresta; 5) Terreiro Ilé Ashé Ogum Sogbô; 6) Bloco Afro Abiyeyé Maylô; 7) Tambor de Crioula Maracrioula; 8) Bumba meu Boi de Leonardo; 9) Produtora Novo Quilombo – Reggae; e 10) Bloco Afro Netos de Nanã.

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A mestra de Bumba meu Boi e presidente da Boi da Floresta, Nadir Cruz ressalta que a riqueza do território se dá porque a maioria das pessoas que moram na localidade trazem a sua bagagem cultural de outros quilombos localizados no interior do estado que foram para São Luís em busca de uma vida melhor. “Esse turismo de experiência faz com que os visitantes tenham a experiência de viver por um momento aquilo que a gente faz no dia a dia”, comentou.

O guia turístico local Marcelo Barbosa conta que já vieram visitantes de várias partes do país – e até do exterior – e que a iniciativa do roteiro turístico trouxe um maior envolvimento da comunidade. “O que a gente encontra nesse bairro é afroturismo que muda a vida de muitas pessoas, pois é possível descobrir quem é a sua árvore genealógica, a sua ancestralidade e o seu pertencimento”, afirmou.

Veja o minidocumentário pelo canal da TV Câmara no Youtube

Turismo de Experiência
O Sebrae possui um Polo de Referência em Turismo de Experiência, criado em 2023, que tem por objetivo estabelecer um ambiente de inteligência e disseminação de conhecimentos sobre o tema do Turismo de Experiência para o Sistema Sebrae. Com foco no desenvolvimento e fortalecimento do segmento do turismo baseado em experiências autênticas e memoráveis, o Polo tem atuado para impulsionar o empreendedorismo e a inovação nesse setor, proporcionando suporte estratégico e recursos para os empreendedores e pequenos negócios envolvidos.

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O turismo de experiência é uma abordagem que valoriza as vivências únicas proporcionadas aos turistas, além dos aspectos tradicionais do turismo. É uma maneira de explorar os recursos culturais, naturais e sociais de uma região, oferecendo aos visitantes experiências autênticas, imersivas e enriquecedoras.

Veja outros documentários produzidos pela TV Câmara em parceria com o Sebrae:

Ilha do Ferro, A arte do Imaginário

Bala de Banana – uma doce tradição

Cacau de Tomé-Açu – A revolução pela agrofloresta

Da Redação – RS

Fonte: Câmara dos Deputados

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Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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