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POLITÍCA NACIONAL

Teresa Leitão destaca importância da preservação da Caatinga

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (29), a senadora Teresa Leitão (PT-PE) homenageou o Dia Nacional da Caatinga, celebrado na segunda (28), e reforçou a necessidade de adoção de políticas públicas voltadas à proteção do bioma. Ela destacou que a Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, representa não apenas resistência, mas também cultura, biodiversidade e potencial de desenvolvimento sustentável.

— Valorizar a Caatinga é reconhecer que, mesmo nas condições mais áridas, há beleza, vida e esperança; é acreditar que a riqueza do Brasil também floresce no sertão — afirmou.

A senadora citou dados sobre o desmatamento, especialmente nos estados da Bahia e do Ceará, e ressaltou a redução de 35% no desmatamento em Pernambuco em 2023. Teresa também destacou iniciativas legislativas em tramitação no Congresso que tratam da questão: o PLS 222/2016, de autoria do ex-senador Garibaldi Alves Filho, estabelece diretrizes para a Política de Desenvolvimento Sustentável da Caatinga; e o PL 1.990/2024, da ex-senadora Janaína Farias, cria a Política Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga. Ambos já foram aprovados no Senado e estão sob análise dos deputados. 

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A parlamentar também destacou ações do governo federal, como o lançamento do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas na Caatinga (PPCaatinga) e o anúncio recente de investimentos de R$ 90 milhões em projetos como o Conecta Caatinga e o Áreas Protegidas da Caatinga (Arca). Segundo ela, as medidas são fundamentais, mas ainda é preciso ampliar o debate e o engajamento da sociedade.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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