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POLITÍCA NACIONAL

Styvenson defende poder de polícia para guardas municipais

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Em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feira (24), o senador Styvenson Valentim (PSDB-RN) defendeu a atribuição de poder de polícia às guardas municipais. A ideia do senador é apresentar uma alteração à PEC 37/2022, do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que inclui as guardas municipais entre os órgãos de segurança pública.

Hoje, essas corporações têm a função de proteger os serviços e instalações públicas e podem fazer patrulhamento preventivo, mas não podem fazer policiamento ostensivo, investigações, abordagens ou prisões (exceto em caso de flagrante).

— Eu estou falando de um número de mais de 100 mil homens e mulheres que podem reforçar a segurança pública, com abordagem, com ostensividade, com buscas em veículos. Não é só um nome na viatura, na farda — explicou.

Styvenson também criticou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, impede os municípios de conceder esse poder às guardas municipais. Para o senador, essa limitação reforça a “urgência” de uma mudança constitucional. Ele argumentou que “a atuação dessas corporações poderia fortalecer a segurança pública”, aproveitando um contingente de mais de 100 mil profissionais já presentes em mais de 1.300 municípios.

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— Se Natal quiser elevar a categoria da guarda para polícia, não pode, porque existe uma decisão que não permite isso. Então, essa emenda vai dar poder para a população ser defendida também pelas polícias municipais. Se tiver uma ocorrência em qualquer lugar do Brasil, não interessa ao cidadão se [quem atende] é policial de trânsito, federal, rodoviário, bombeiro, [da] segurança privada. A população vai saber que aquela pessoa pode ajudar — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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