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Soraya formaliza candidatura e entra na disputa pela Presidência do Senado

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A disputa pela Presidência do Senado ganhou mais uma concorrente. A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) formalizou sua candidatura na Secretaria-Geral da Mesa (SGM) na quinta-feira (30). É a única mulher a se somar aos três senadores que já registraram seus nomes na eleição que escolherá o novo presidente para o biênio 2025-2026. 

Natural de Dourados (MS), Soraya foi eleita em 2018. Em 2022, a senadora se candidatou à Presidência da República. Em 2024, foi autora do requerimento que criou a CPI que investiga a manipulação de jogos e apostas esportivas, a CPI das Bets, e se tornou relatora da comissão. 

Também formalizaram os nomes na corrida pela Presidência do Senado os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Marcos do Val (Podemos-ES). O senador Davi Alcolumbre (União-AP) já anunciou ser pré-candidato, mas ainda não oficializou a sua candidatura, que hoje reúne o apoio de diversos partidos, entre eles PT, PL, MDB e PSD, detentores das maiores bancadas da Casa.

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Os interessados em concorrer à Presidência do Senado precisam registrar a candidatura até que o primeiro candidato inscrito inicie o uso da palavra na sessão que vai eleger a nova Mesa, neste sábado (1º), a partir das 10h.  

O presidente do Senado é eleito para um mandato de dois anos, vedada a recondução para o cargo na mesma legislatura (período de quatro anos, cujo início coincide com o dos mandatos de senadores; a atual começou em 2023). A votação é secreta e realizada em cédulas de papel se houver mais de um candidato. Quando há só um candidato, é usado o sistema eletrônico de votação. Para a realização da sessão é necessária a presença da maioria absoluta dos senadores (mínimo de 41). Ganha a disputa o candidato que obtiver a maioria dos votos. Confira aqui mais detalhes sobre a programação e regras para a eleição da nova Mesa. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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