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POLITÍCA NACIONAL

Sessão especial vai celebrar os 65 anos de Brasília

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O Plenário do Senado vai promover uma sessão especial na segunda-feira (28), a partir das 10h, para celebrar o aniversário de 65 anos da cidade de Brasília. Os requerimentos para a homenagem foram apresentados pelos senadores Leila Barros (PDT-DF) e Izalci Lucas (PL-DF) (RQS 1.010/2024 e RQS 989/2024).

Para Leila, Brasília é um “marco histórico, cultural e arquitetônico” para o país. Ela destaca que a cidade, inaugurada em 21 de abril de 1960, representa a concretização de um “audacioso projeto de modernização e integração nacional”, idealizado pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976) e concebido pelos “brilhantes talentos” do urbanista Lúcio Costa (1902-1998) e do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012).

De acordo com o requerimento de Izalci, a capital federal foi o primeiro núcleo urbano construído no século XX a ser incluído na lista de bens de valor universal: a cidade recebeu em 1987 o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Mesmo sendo “monumental”, ressalta Izalci, Brasília é também “cômoda, eficiente, acolhedora e íntima”.

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“É ao mesmo tempo derramada e concisa, bucólica e urbana, lírica e funcional. Esta é a capital do Brasil”, registra o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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