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Sessão especial vai celebrar 35 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança

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Foi aprovado, nesta terça-feira (8), requerimento para realização de sessão especial no Plenário do Senado para celebrar o aniversário de 35 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança. A sessão será agendada pela Secretaria-Geral da Mesa (SGM).

O requerimento (RQS 662/2024) foi apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), com apoio de mais 17 senadoras e senadores. 

Essa convenção é um tratado internacional que tem por objetivo proteger as crianças e adolescentes de todo o mundo e garantir seus direitos. Foi aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas em 20 de novembro de 1989 e promulgada no Brasil em 21 de novembro de 1990 (Decreto 99.710).

“O objetivo da sessão especial é fazer um balanço das conquistas na implementação da Convenção sobre os Direitos da Criança no Brasil e para apontar os desafios e prioridades para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável até 2030. O público será crianças e adolescentes de todo o país representando a população afrodescendente, indígena, ribeirinha, quilombola, com deficiência, migrante, refugiada e afetada por crises e desastres humanitários”, afirma Paim no requerimento.

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Também serão convidados representantes dos ministérios da Educação, da Saúde, dos Direitos Humanos, da Igualdade Racial, dos Povos Indígenas e do Desenvolvimento Social, além da Defensoria Pública da União.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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