BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Senado vai analisar criação de política de enfrentamento ao HPV

Published

on

Os senadores vão analisar o projeto que institui a Política Nacional de Enfrentamento ao HPV (PL 5.688/2023), aprovado na Câmara dos Deputados na terça-feira (11). O texto detalha as ações a serem usadas no âmbito da política, diferenciando aquelas de natureza preventiva, de diagnóstico e curativa. A vacinação contra o HPV será a principal ação preventiva.

Na justificativa da proposta, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e o deputado Weliton Prado (Solidariedade-MG) lembram que o Sistema Único de Saúde (SUS) já oferece, atualmente, o exame convencional (papanicolau) para mulheres sexualmente ativas, incluindo homens transexuais e pessoas não binárias designadas como mulheres ao nascer. Os parlamentares argumentam, no entanto, que o papanicolau não possui eficácia suficiente para garantir controle da doença.

As medidas propostas para diagnóstico incluem exame físico, testes locais, colposcopia, citologia, biópsia, testes sorológicos e testes moleculares. Já as medidas de natureza curativa (quando a doença já está instalada) contemplam o tratamento local domiciliar e o tratamento ambulatorial. Para os parceiros de portadores de infecção por HPV deverá ser ofertado acompanhamento clínico, já que o vírus é transmissível pela relação sexual.

Leia Também:  Comissão aprova projeto que prevê identificação de processo administrativo cujo autor tenha prioridade

O texto que chega ao Senado estipula também as diretrizes da Política, como o desenvolvimento de ações, debates e articulação entre órgãos públicos, sociedade civil e instituições de pesquisa; e a divulgação do fato de que a infecção por HPV, o câncer de colo de útero e o câncer de pênis são doenças que podem ser prevenidas. Outra diretriz é o estímulo à realização de pesquisas em prevenção, diagnóstico e tratamento da infecção por HPV.

O projeto ainda precisa ser distribuído para análise das comissões temáticas do Senado. Se os senadores aprovarem o texto sem alterações de mérito, o projeto seguirá para sanção presidencial. Se for modificado, ele volta para a Câmara e os deputados deverão ratificar ou rejeitar as mudanças feitas no Senado.

Com informações da Agência Câmara

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

Published

on

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Leia Também:  Delegados apontam avanços e desafios da carreira em sessão especial

— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA