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POLITÍCA NACIONAL

Senado tem novo sistema digital para gerenciar documentos enviados a CPIs

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O Senado modernizou o sistema de recebimento e classificação de documentos para as comissões parlamentares de inquérito (CPIs). Assim, os procedimentos que documentam, registram e garantem a integridade das evidências obtidas pelas comissões serão mais seguros e eficientes. 

Até agora, quando um cidadão, empresa ou órgão recebe um ofício de uma CPI ou CPMI solicitando documentos, os arquivos podem ser entregues de forma física, em papel ou mídia, por e-mail ou mesmo por links seguros fornecidos pelas comissões, muitas vezes usando softwares desenvolvidos fora do Senado. O diagnóstico aponta que a falta de padrão nesses processos pode gerar riscos para a segurança das informações.

Com a implementação do novo sistema (SENDR), a maior parte dos documentos digitais será enviada exclusivamente por esse canal, criado e controlado pelo próprio Senado, com mais segurança, desde os registros de entrega até o uso dos dados.

O novo sistema, porém, não impede o recebimento de documentos físicos e mídias diretamente às CPIs, para, posteriormente, serem incluídos no sistema caso necessário.

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O SENDR está em fase de testes, mas já está apto a ser colocado em prática, com fluxo mais rastreável e seguro, com a geração de recibos automáticos para cada documento recebido e a transferência direta de arquivos sigilosos para as áreas restritas de cada CPI, eliminando etapas manuais. O sistema também tem potencial de agilizar e facilitar o trabalho de quem atua diretamente nas CPIs.

Como vai funcionar?

O sistema vai permitir o envio de arquivos em diferentes formatos, incluindo planilhas, documentos de texto, PDFs, áudios e vídeos.

— Quando o documento é enviado, ele é criptografado e só pode ser decriptografado dentro da máquina exclusiva de cada CPI. Assim, acabamos com a necessidade de envio de documentos ou mídias físicas, que são mais difíceis de gerir e guardar — afirma Tiago Santana, chefe do Serviço de Soluções para as Comissões (Sescom)..

Os servidores das CPIs serão os únicos a terem acesso direto aos documentos e poderão fazer a triagem das informações, garantindo que cheguem à comissão correta.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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