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POLITÍCA NACIONAL

Senado recebe presidente de Portugal

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O Senado recebeu nesta terça-feira (18) a visita do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Ele foi recebido no Salão Nobre pelo vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL-TO). Rebelo de Sousa cumprimentou os senadores, destacou os laços culturais e históricos entre Brasil e Portugal e afirmou que o Brasil é “uma potência”.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), presenteou o líder de Portugal com três obras publicadas pela gráfica do Senado. Para Randolfe, Rebelo de Sousa é “o mais brasileiro” de todos os presidentes portugueses.

Uma comitiva de 12 senadores tacompanhou o encontro. Os embaixadores do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro, e de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, também participaram. 

Agenda

Marcelo Rebelo de Sousa está no Brasil para participar da 14ª edição da Cimeira Brasil-Portugal, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento ocorre em Brasília na quarta-feira (19). Líderes dos dois países se reunirão para discutir e fortalecer a cooperação bilateral em diversas áreas, como defesa, segurança, justiça, ciência, meio ambiente, comércio, saúde e cultura. Temas como xenofobia contra brasileiros em Portugal e validação de diplomas também estarão em debate. 

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O presidente português iniciou a visita ao país por Recife (PE), na segunda-feira (17), quando recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ainda nesta terça, Rebelo de Sousa deve ter um encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e outro com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Roberto Barroso.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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