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POLITÍCA NACIONAL

Senado celebra 84 anos da ABNT na próxima quinta

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O Senado vai celebrar, no próximo dia 28, às 9h, os 84 anos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) com uma sessão especial. Fundada como uma instituição privada e sem fins lucrativos, a ABNT é responsável por padronizar técnicas de produção no Brasil, abrangendo uma vasta gama de setores. 

Embora frequentemente associada a trabalhos acadêmicos, a ABNT  também também define normas e técnicas para produtos industriais e prestação de serviços, como a construção civil. A sessão foi proposta pelo senador Weverton (PDT-MA).

Ele destacou a importância das atividades da ABNT, como a elaboração de normas e a avaliação de conformidade, para o desenvolvimento tecnológico do país. Weverton ressaltou que as normas da ABNT facilitam a comunicação, protegem o consumidor e garantem a segurança de produtos e serviços.

“As normas elaboradas pela ABNT têm como objetivos principais facilitar a comunicação entre clientes e fornecedores, simplificar procedimentos, proteger o consumidor, garantir a segurança, economizar custos, eliminar barreiras comerciais, organizar o mercado, melhorar a qualidade de produtos e serviços, orientar concorrências públicas e aumentar a produtividade, todos essenciais para o avanço tecnológico e o bem-estar da sociedade brasileira”, justificou o senador em seu requerimento (RQS 269/2024).

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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