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POLITÍCA NACIONAL

Senado autoriza empréstimo de US$ 90 mi para saneamento básico no interior de PE

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O Senado aprovou projeto (PRS 13/2025) que autoriza o estado de Pernambuco a contratar empréstimo de US$ 90 milhões com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). O financiamento, com garantia da União, será destinado ao Projeto de Saneamento Rural de Pernambuco. Antes de passar pelo Plenário, o texto foi relatado pelo senador Fernando Dueire (MDB-PE) e aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na parte da manhã. O PRS será promulgado.

O projeto integra o Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal do estado e prevê ações de ampliação do acesso ao saneamento básico em áreas rurais. A operação contará com contrapartida estadual de US$ 23 milhões, totalizando US$ 113 milhões em investimentos.

Dueire destaca que a inserção do Projeto de Saneamento Rural de Pernambuco no Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal representa “uma estratégia inteligente e sustentável do ponto de vista fiscal e social”.

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que o dinheiro será usado em ações de infraestrutura, abastecimento de água, esgotamento sanitário e recolhimento e destinação de lixo em cidades do interior do estado.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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