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POLITÍCA NACIONAL

Senado aprova criação do Grupo Parlamentar Brasil-Chipre

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Parlamentares do Brasil e do Chipre terão uma nova plataforma para debater questões legislativas e assuntos comuns entre os dois países.  O Senado aprovou nesta terça-feira (25) um projeto de resolução do Senado (PRS 5/2024), do senador Jorge Seif (PL-SC), que cria o Grupo Parlamentar Brasil-Chipre. O projeto segue para promulgação.

A proposta pretende incentivar e desenvolver as relações bilaterais entre os respectivos poderes legislativos. Segundo o autor, o grupo permitirá o aumento do “diálogo político, jurídico, social, tecnológico, científico, ambiental, cultural, educacional, econômico e financeiro mais estreito e estruturado, contribuindo significativamente para o entendimento mútuo e para a solução conjunta de problemas”. 

Ainda de acordo com Seif, a criação do grupo parlamentar ampliará a presença e a cooperação do Brasil no cenário internacional, reforçando sua política externa e estabelecendo parcerias estratégicas com nações-chave. 

“Chipre, sendo um membro da União Europeia, desempenha um papel estratégico no Mediterrâneo e pode servir como uma ponte valiosa entre o Brasil e a Europa, abrindo novas oportunidades para colaboração em diversos setores”, afirma no projeto.

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O relator da proposta na Comissão Diretora do Senado (CDIR), senador Chico Rodrigues (PSB-RR), também enfatizou a importância da aproximação tendo em vista que os dois países são integrantes ativos do Mercosul, no caso brasileiro, e da União Europeia, no caso cipriota.

Os grupos parlamentares internacionais possuem estatutos próprios e são compostos por parlamentares que queiram aderir. As atividades de cooperação interparlamentar incluem visitas parlamentares, congressos e seminários, e a troca periódica de publicações e trabalhos sobre matéria legislativa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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