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Romaria de São Francisco em Canindé (CE) é reconhecida como manifestação cultural

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A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta terça-feira (26) o projeto que reconhece a Romaria de São Francisco das Chagas, que ocorre anualmente em Canindé (CE), como manifestação da cultura nacional (PL 2053/2024). O projeto pode seguir agora para a Câmara dos Deputados.

A Romaria de São Francisco das Chagas é a maior romaria franciscana das Américas. Segundo a Arquidiocese de Fortaleza, cerca de um milhão de pessoas visitam o Santuário de São Francisco das Chagas, em Canindé, entre 24 de setembro e 4 de outubro todos os anos. A data de conclusão da peregrinação é o dia do calendário católico dedicado a São Francisco de Assis.

O projeto partiu da ex-senadora Janaína Farias (CE) e recebeu voto favorável do relator, senador Cid Gomes (PSB-CE). Durante a reunião da comissão, o relatório foi lido pelo relator Wellington Fagundes (PL-MT).

No seu relatório, Cid Gomes afirma que a romaria merece o reconhecimento de manifestação cultural por suas raízes históricas e pela conexão do evento com a população local.

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“Trata-se de um evento de profunda expressão religiosa e cultural, refletindo a identidade do povo brasileiro. A importância da Missa dos Vaqueiros, por exemplo, destaca a ligação entre a religiosidade e a cultura sertaneja, ressaltando a relevância dos vaqueiros na história e na cultura do Brasil”, argumenta.

Na justificativa da proposta, Janaína Farias lembrou que a devoção a São Francisco em Canindé remonta a meados do século XVIII, com relatos de graças e milagres que atraíram cada vez mais devotos para o santuário construído entre 1775 e 1796.

O projeto não precisará passar pelo Plenário do Senado, a menos que haja recurso para que isso aconteça, assinado por pelo menos nove senadores. O prazo para o recurso é de cinco dias úteis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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