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POLITÍCA NACIONAL

Relatório setorial de turismo do Orçamento de 2025 acolhe mais de R$ 400 milhões em emendas parlamentares

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O relatório setorial da área de turismo do Orçamento de 2025 (PLN 26/24) prevê o atendimento de emendas parlamentares no valor de R$ 432 milhões, elevando o orçamento original de R$ 1,1 bilhão.

Mas a senadora Teresa Leitão (PT-PE) comenta em seu relatório que o principal programa do setor (Turismo, Esse é o Destino) teve autorizado R$ 1,7 bilhão em 2024, mas até 27 de novembro apenas 44% tinham sido contratados. Na proposta de 2025, constam R$ 152,1 milhões.

“Ressalta-se que, se comparado ao PLOA 2024, houve aumento de 35% no orçamento do programa, ao qual ainda se somarão os valores de emendas parlamentares”, afirma a senadora.

A relatora criou uma nova ação, a pedido dos parlamentares, que é a substituição de veículos de tração animal em cidades turísticas.

Foram apresentadas 69 emendas, sendo 59 individuais, que têm recursos reservados. Para as emendas de comissões, houve a destinação de apenas R$ 27 milhões. “Para a distribuição dos recursos, procuramos alocá-los priorizando investimentos, que, no caso do Ministério do Turismo, se concentram no apoio a projetos de infraestrutura turística”, explica a relatora.

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Teresa Leitão pede ao relator-geral, senador Angelo Coronel (PSD-BA), que acolha mais emendas para o setor em seu relatório final.

Os relatórios setoriais do Orçamento de 2025 devem ser votados esta semana pela Comissão Mista de Orçamento.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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