BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Reestruturação da carreira dos servidores da cultura será debatida na CE

Published

on

A reestruturação do Plano das Carreiras dos Cargos da Cultura (PCCULT) será debatida em audiência pública interativa da Comissão de Educação e Cultura (CE) nesta terça-feira (29), às 14h.

O PCCULT visa reestruturar as carreiras dos servidores públicos federais que atuam na área. De acordo com o senador Flávio Arns (PSB-PR), que preside a CE, a proposta “reconhece a complexidade das atribuições e a importância desses conhecimentos para a construção de políticas públicas duradouras e busca reduzir disparidades salariais em relação a outras áreas da administração pública”. O requerimento de realização do debate (REQ 93/2024-CE) é assinado por ele e pela senadora Rosana Martinelli (PL-MT).

Para fortalecer as políticas públicas culturais e garantir os direitos culturais previstos na Constituição federal, avalia Flávio Arns, é necessário adotar medidas que atraiam, mantenham e desenvolvam profissionais qualificados no setor. O senador ressalta que a valorização dos servidores do setor cultural é crucial para o fortalecimento das políticas culturais e melhoria dos serviços prestados à sociedade.

O PCCULT foi apresentado pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, à ministra de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Resultado de discussões em um grupo de trabalho do Ministério da Cultura, a proposta inclui os servidores da pasta e das instituições vinculadas, como a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Fundação Cultural Palmares (FCP), Fundação Nacional de Artes (Funarte), Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O objetivo, segundo o plano, é promover uma abordagem transversal que beneficie toda a administração pública federal envolvida com políticas culturais.

Leia Também:  Empresário diz que aposta em Luiz Henrique foi 'fezinha', mas nega chefiar máfia

Convidados

O debate contará com as participações, já confirmadas, do presidente do Iphan, Leandro Grass; do secretário de Gestão de Pessoas do Ministério de Gestão e Inovação, José Celso Cardoso Júnior; do secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares dos Santos; da representante do Fórum das Associações dos Servidores da Cultura, Thaís Werneck; e do representante dos servidores do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcos de Brum Lopes.

A comissão ainda aguarda a confirmação da participação do secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), Sergio Ronaldo da Silva.

A audiência pública da CE será na sala 15 da Ala Alexandre Costa.

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Leia Também:  Projeto obriga planos de saúde a ofertar cobertura diferenciada para tratamento de câncer

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

Published

on

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Leia Também:  Empresário diz que aposta em Luiz Henrique foi 'fezinha', mas nega chefiar máfia

— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA