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Proposta amplia transporte e merenda para aluno de escola federal

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Com a intenção de adaptar a legislação às necessidades das escolas federais, a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) apresentou um projeto (PL 3.096/2024) que busca ampliar a cobertura dos programas de transporte e alimentação escolar. A iniciativa pretende modificar e expandir o escopo do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar, o Pnate (Lei nº 10.880, de 2004) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar, o Pnae (Lei nº 11.947, de 2009) para incluir as escolas da rede federal de educação profissional, científica e tecnológica.

Criada em 2008 pela Lei nº 11.892, a rede federal, é composta por um conjunto de instituições em todo o território nacional, que oferece educação profissional e tecnológica e o desenvolvimento de inovações tecnológicas de forma alinhada com as vocações locais.

O projeto pretende garantir que as escolas federais, que atendem estudantes de educação básica em áreas rurais, recebam recursos específicos para o transporte escolar. Além disso, prevê que essas escolas recebam repasses financeiros anuais para a execução do Pnae, incluindo a possibilidade de terceirização da gestão dos serviços de alimentação escolar, conforme a necessidade local.

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A proposta de Dorinha inclui uma emenda que estipula que o Pnate também cubra os custos do transporte escolar para estudantes das escolas federais que residem em áreas rurais. O repasse será anual, calculado com base no número de alunos que utilizam o transporte oferecido pelas instituições.

A iniciativa também modifica o artigo 5º do Pnae, assegurando que os recursos sejam repassados diretamente às escolas da Rede Federal. De acordo com a senadora Dorinha, essa alteração busca garantir que as necessidades nutricionais dos estudantes dessas escolas sejam atendidas adequadamente, sem depender exclusivamente de parcerias com estados e municípios.

A senadora justifica a proposta ressaltando que, embora os programas sejam essenciais para assegurar o acesso e a permanência dos estudantes nas escolas, a legislação atual não oferece apoio financeiro específico para as escolas da Rede Federal. Segundo Dorinha, essas escolas dependem exclusivamente da União para o financiamento dessas iniciativas, diferentemente das escolas estaduais e municipais, que contam com a suplementação dos governos locais.

“Para oferecer a seus estudantes transporte e alimentação escolar, os estabelecimentos federais de educação básica não dispõem de outro nível governamental para complementar o financiamento dos referidos programas. É somente a União que financia tais medidas de apoio aos alunos dessas escolas”, explicou a senadora.

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A proposta está em análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde aguarda o recebimento de emendas antes de seguir para a Comissão de Educação (CE) em decisão terminativa.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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