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POLITÍCA NACIONAL

Projeto responsabiliza clube visitante pelas condutas impróprias de seus torcedores

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O Projeto de Lei 4071/24 estabelece que o clube visitante será corresponsável por condutas impróprias praticadas por seus torcedores em jogos realizados no estádio do adversário. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Segundo o texto, a equipe visitante poderá ser punida por quaisquer danos causados ao patrimônio público ou privado e à integridade física e moral de jogadores, comissão técnica, equipes de arbitragem, agentes de segurança e do público em geral.

Enquadram-se também como conduta imprópria situações como tumulto, desordem, invasão de campo, violência contra pessoas ou objetos dentro ou fora do estádio, uso de laser ou de artefatos incendiários, lançamento de objetos, exibição de slogans ofensivos ou com conteúdo político, ou a utilização de palavras, gestos ou músicas ofensivas, incluindo manifestações racistas, xenófobas, sexistas, homofóbicas, transfóbicas ou relativas a qualquer outra forma de discriminação.

Caso esses incidentes sejam provocados pela torcida visitante, o clube poderá ser punido com:

  • multa variando entre R$ 50 mi e R$ 5 milhões;
  • suspensão temporária de ingressos para jogos como visitante, em caso de reincidência; ou
  • proibição do ingresso de torcidas organizadas quando houve risco à segurança pública.
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Pela proposta, o clube visitante será responsável por:

  • realizar o cadastro prévio das torcidas organizadas que se deslocarão para assistir aos jogos;
  • controlar a identificação dos torcedores que adquirirem ingressos como visitante;
  • disponibilizar informações aos órgãos de segurança e ao clube mandante, incluindo detalhes sobre transporte e horários dos deslocamentos; e
  • manter e zelar pelas instalações do clube mandante, preservando a plena e normal condição de uso do local.

Autor do projeto, o deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR) afirma que a iniciativa busca fortalecer a cooperação entre os clubes e as autoridades de segurança com o objetivo de que todos os envolvidos tenham conhecimento prévio das movimentações das torcidas e possam planejar melhor as operações de segurança.

“Com isso, espera-se reduzir conflitos entre torcedores, melhorar a experiência dos espectadores e promover um ambiente mais seguro e organizado nos eventos esportivos”, disse.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Esporte e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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