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Projeto que reconhece Jacutinga como Capital das Malhas vai à Câmara

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A Comissão de Educação e Cultura (CE) aprovou nesta terça-feira (8) o projeto de lei que confere o título de Capital Nacional das Malhas ao município de Jacutinga, em Minas Gerais (PL 2.729/2024). Agora o projeto segue para análise da Câmara dos Deputados (a não ser que haja recurso para votação no Plenário do Senado).

O senador licenciado Carlos Viana é o autor da proposta, que recebeu parecer favorável do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).

Segundo Carlos Viana, imigrantes europeus, em especial italianos, que se estabeleceram na região de Jacutinga trouxeram a tradição da criação de peças em tricô. Ele ressalta que, a partir da década de 1970, Jacutinga passou a ganhar notoriedade como centro produtor de malhas. O senador também destaca que, a partir de 1990, as malharias começaram a incorporar tecnologias avançadas e maquinários de ponta, o que aumentou a produção e possibilitou que as malharias locais produzissem para outras marcas.

Viana acrescenta que a cidade conta com aproximadamente 1.100 produtores de malhas, que seriam responsáveis por mais da metade dos empregos na cidade, direta ou indiretamente.

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Para Styvenson Valentim, a proposta é uma homenagem ao papel da indústria têxtil na economia e na vida dos cidadãos.

— Este projeto celebra o contínuo esforço empreendedor da comunidade jacutinguense, além de oferecer um modelo inspirador para outras cidades brasileiras — avaliou Styvenson.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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