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POLITÍCA NACIONAL

Projeto propõe cordão de identificação para pessoas com Parkinson

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Começou a tramitar no Senado um projeto de lei que institui o uso do cordão com desenhos de tulipas vermelhas como símbolo nacional para identificar pessoas portadoras da doença de Parkinson (PL 4.366/2024). De autoria do senador Romário (PL-RJ), a proposta segue o mesmo caminho já adotado para outras condições, como o cordão com estampa de quebra-cabeça, usado por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e o cordão girassol, que identifica pessoas com deficiências ocultas.

Segundo o projeto, a identificação ficaria prevista na Lei 14.606, de 2023, que trata sobre a conscientização da Doença de Parkinson. O uso do cordão será opcional e sua ausência não prejudica o exercício de direitos e garantias previstos em lei. Além disso, o uso do cordão não dispensa a apresentação de documento comprobatório da doença, caso seja solicitado pelo atendente ou pela autoridade competente.

Romário destaca que a legislação vigente já representa um avanço significativo ao estabelecer abril como o mês da conscientização sobre o tema. O senador lembra que a doença de Parkinson é a segunda enfermidade degenerativa mais comum do sistema nervoso central, ficando atrás apenas do Alzheimer. Para ele, o projeto dá uma contribuição adicional para identificar e para instruir a sociedade sobre a diversidade humana.

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“A conscientização se efetiva por meio da divulgação do assunto na comunidade, do suporte aos familiares, do estímulo aos profissionais e pesquisadores da área, da garantia ao direito a medicamentos e da divulgação de ações para o diagnóstico precoce da doença”, completa Romário.

O projeto tramita primeiro na Comissão de Direitos Humanos (CDH), onde ainda aguarda a designação de um relator. Depois vai seguir para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.

Camily Oliveira, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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