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Projeto prevê instrumentos para gestão urbana e prevenção de desastres naturais

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Mapas mais precisos e atualização dos indicadores para gestão urbana ajudarão a monitorar áreas sujeitas a alagamentos nos municípios. É o que prevê o PL 2.344/2024, apresentado pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) e que está aguardando parecer na Comissão de Meio Ambiente (CMA)

O autor argumenta que essas informações e o respeito às normas internacionais ajudam as cidades a enfrentar desastres naturais, mudanças climáticas e crises econômicas, aumentando a resiliência urbana. Segundo ele, cidades bem administradas e sustentáveis atraem investidores, promovendo o desenvolvimento econômico local. Além disso, elevaria a competitividade das cidades no cenário global, atraindo turismo, negócios e eventos internacionais.

“Monitorar e avaliar a qualidade dos serviços urbanos permite identificar e corrigir problemas, melhorando diretamente a vida dos cidadãos. A implementação de indicadores e normas promove a transparência na administração pública, aumentando a responsabilidade dos gestores e facilitando a participação cidadã”, defende o senador capixaba. 

A proposta que ele apresentou inclui na legislação de defesa civil e de planejamento urbano dois instrumentos para governança nessas áreas. O primeiro é a infraestrutura de dados espaciais, pela cartografia, que é a análise documental para produção de mapas. O segundo são os indicadores de gestão urbana para monitoramento da cidade.

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Desastres

Um dos objetivos é a prevenção de desastres naturais, que, em vários casos, produzem estragos maiores pela carência de informações precisas e atualizadas sobre os riscos e as vulnerabilidades existentes em cada município. O mapeamento e monitoramento são a fase inicial para a gestão de riscos e implementação de políticas públicas em modo geral. O parlamentar defende um acesso direto à cartografia de áreas sujeitas a alagamento pela população.

Em novembro de 2008, o governo publicou um decreto prevendo a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (Inde). Trata-se de uma plataforma para organizar e disseminar dados geoespaciais de diversas instituições do país. Os usuários podem acessar e baixar os dados e visualizar mapas e informações geográficas de acordo com padrões e normas técnicas nacionais.

“Os dados da INDE são essenciais para todas as políticas que envolvem o planejamento e a gestão territorial, como as de meio ambiente, infraestrutura, agricultura, urbanismo e defesa civil. Seu fortalecimento é fundamental para melhorar a eficiência, a transparência e a qualidade dos processos de tomada de decisão”, argumenta Marcos do Val.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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