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POLITÍCA NACIONAL

Projeto abre crédito no Orçamento de 2024 para reforço de investimentos de estatais

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O Congresso Nacional analisa um projeto (PLN 37/24) que abre crédito suplementar no Orçamento de 2024 no valor de R$ 200,3 milhões para investimentos de cinco empresas estatais.

Eletronuclear
O maior valor, de R$ 147 milhões, será usado pela Eletronuclear para manutenção do sistema de geração de energia termonuclear de Angra I e Angra II.

De acordo com o governo, a inclusão do Programa de Extensão de Vida Útil de Angra I no Programa de Aceleração do Crescimento mudou algumas ações orçamentárias exigindo adequação de dotações.

Infraero
Já a Infraero terá R$ 38,3 milhões para fazer obras no aeroporto internacional de Confins e para compra solução de armazenamento de dados da empresa.

Basa
O terceiro crédito, de R$ 7,5 milhões, será destinado ao Banco da Amazônia (Basa) para modernizar a infraestrutura física interna e externa do edifício sede.

Docas
Outros R$ 7,3 milhões serão usados pela Companhia Docas do Ceará para reforçar as dotações de várias ações da programação orçamentária da empresa como pavimentação, drenagem, iluminação e segurança do terminal marítimo de Fortaleza.

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Petrobras
Por fim, a Petrobras Biocombustível receberá R$ 313,4 mil para substituir veículos utilizados nas operações da Usina de Biodiesel de Candeias (BA).

Os recursos para os investimentos das empresas serão retirados de outras dotações ou, no caso do Basa, oriundos de geração própria.

Próximos passos
O projeto será analisado agora pela Comissão Mista de Orçamento e, em seguida, pelo Plenário do Congresso.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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